29 de mai de 2010

lembrete


não esqueçam, amanhã é o último dia para opinar sobre
o anteprojeto que regula a internet no brasil.


imagem: todos lá

leitura


para o final de semana sugiro a incansavelmente boa sibila. textos mais recentes sobre tradução: de leda tenório da motta, sobre as flores das flores do mal, de baudelaire, recriadas por guilherme de almeida; de fábio riggi, sobre piedra de sol, de octavio paz, em tradução de horácio costa.

28 de mai de 2010

ainda moby

depois de ter publicado o post baleia à vista, encontrei um artigo bem legal de gabriel perissé, cotejando o começo do capítulo 86 de moby dick nas três traduções (berenice, péricles e irene/alexandre). gabriel lembra também a adaptação de monteiro lobato (1935). veja aqui epopeia em alto-mar.


gregory peck, insuperável como capitão ahab (moby dick, 1956)

quanto às pseudotraduções de moby dick publicadas pelas editoras martin claret, germape e cedic, ver:

27 de mai de 2010

baleia à vista


os exemplos de a tale of two cities comparando o original, a tradução de berenice xavier e a tradução em nome de sandra luzia couto podem despertar algumas dúvidas, não só sobre as curiosas coincidências entre as duas traduções, mas também sobre sua qualidade intrínseca. de fato, é inegável que berenice xavier derrapou algumas vezes, e não em pormenores insignificantes.

assim, achei muito pertinente o comentário do leitor jander, que aqui reproduzo. 

"Uma dúvida (apesar de saber que você não indica traduções diretamente, mas veja que o caso é diferente): O próximo livro da Abril Coleções é Moby Dick e também foi traduzido por Berenice Xavier. Esses problemas, do Dickens, poderiam aparecer nessa tradução da Abril de Moby Dick ou temos apenas um caso isolado? Fiquei preocupado!"

minha posição pessoal a respeito da reedição de obras esgotadas de longa data se encontra na resposta ao comentário, no mesmo link acima. considero berenice xavier uma tradutora que teve papel importante nos anos 40 e 50, cujo trabalho (na média, bastante bom) merece ser resgatado e disponibilizado para toda a sociedade.

abaixo apresento duas páginas de moby dick, no original, na tradução de berenice xavier e na de péricles eugênio da silva ramos. cabe lembrar a tradução mais recente de irene hirsch e alexandre barbosa de souza (cosac naify, 2008), que ainda não tive ocasião de ler.

"Your hat, your hat, sir!" suddenly cried the Sicilian seaman, who being posted at the mizen-mast-head, stood directly behind Ahab, though somewhat lower than his level, and with a deep gulf of air dividing them.
But already the sable wing was before the old man's eyes; the long hooked bill at his head: with a scream, the black hawk darted away with his prize.
An eagle flew thrice round Tarquin's head, removing his cap to replace it, and thereupon Tanaquil, his wife, declared that Tarquin would be king of Rome. But only by the replacing of the cap was that omen accounted good. Ahab's hat was never restored; the wild hawk flew on and on with it; far in advance of the prow: and at last disappeared; while from the point of that disappearance, a minute black spot was dimly discerned, falling from that vast height into the sea.


CHAPTER 131. The Pequod Meets The Delight.
The intense Pequod sailed on; the rolling waves and days went by; the life-buoy-coffin still lightly swung; and another ship, most miserably misnamed the Delight, was descried. As she drew nigh, all eyes were fixed upon her broad beams, called shears, which, in some whaling-ships, cross the quarter-deck at the height of eight or nine feet; serving to carry the spare, unrigged, or disabled boats.
Upon the stranger's shears were beheld the shattered, white ribs, and some few splintered planks, of what had once been a whale-boat; but you now saw through this wreck, as plainly as you see through the peeled, half-unhinged, and bleaching skeleton of a horse.
"Hast seen the White Whale?"
"Look!" replied the hollow-cheeked captain from his taffrail; and with his trumpet he pointed to the wreck.
"Hast killed him?"
"The harpoon is not yet forged that ever will do that," answered the other, sadly glancing upon a rounded hammock on the deck, whose gathered sides some noiseless sailors were busy in sewing together.
"Not forged!" and snatching Perth's levelled iron from the crotch, Ahab held it out, exclaiming—"Look ye, Nantucketer; here in this hand I hold his death! Tempered in blood, and tempered by lightning are these barbs; and I swear to temper them triply in that hot place behind the fin, where the White Whale most feels his accursed life!"
"Then God keep thee, old man—see'st thou that"—pointing to the hammock—"I bury but one of five stout men, who were alive only yesterday; but were dead ere night. Only THAT one I bury; the rest were buried before they died; you sail upon their tomb." Then turning to his crew—"Are ye ready there? place the plank then on the rail, and lift the body; so, then—Oh! God"—advancing towards the hammock with uplifted hands—"may the resurrection and the life—"
"Brace forward! Up helm!" cried Ahab like lightning to his men.
But the suddenly started Pequod was not quick enough to escape the sound of the splash that the corpse soon made as it struck the sea; not so quick, indeed, but that some of the flying bubbles might have sprinkled her hull with their ghostly baptism.
As Ahab now glided from the dejected Delight, the strange life-buoy hanging at the Pequod's stern came into conspicuous relief.
"Ha! yonder! look yonder, men!" cried a foreboding voice in her wake. "In vain, oh, ye strangers, ye fly our sad burial; ye but turn us your taffrail to show us your coffin!"

berenice xavier, josé olympio, coleção "fogos cruzados", aqui na 2a. ed. (1950)



péricles eugênio da silva ramos, ed. abril cultural (1972, aqui na ed. de 1983)


terra à vista


fiquei contente em saber que a estação liberdade está lançando um conto de duas cidades, de charles dickens, em tradução de débora landsberg.

em 1946, a josé olympio publicou a obra em tradução de berenice xavier, em sua coleção "fogos cruzados", com o título de uma história em duas cidades.

em 1963, saiu a tradução de enéias marzano pela vecchi, em sua coleção "as obras eternas", com o título de morrer por ela.

em 2002, a nova cultural lançou um conto de duas cidades, com tradução em nome de sandra luzia couto, na coleção "obras-primas", em parceria com a suzano celulose.

quando eu estava pesquisando essa coleção "obras-primas" da nova cultural, cheguei a examinar rapidamente sua edição de a tale of two cities. devo dizer que não desenvolvi a análise nem formei qualquer juízo definitivo a respeito. mas na época (isso foi em 2008) achei um pouco bizarro encontrar soluções na antiga tradução de berenice xavier (1) e na tradução em nome de sandra luzia couto (2) que eram muito próximas entre si, e ao mesmo tempo muito distantes do original de dickens. darei alguns exemplos só para ilustrar minha surpresa de então.

Chapter XXIV. Drawn to the Loadstone Rock
In such risings of fire and risings of sea—the firm earth shaken by the rushes of an angry ocean which had now no ebb, but was always on the flow, higher and higher, to the terror and wonder of the beholders on the shore—three years of tempest were consumed. Three more birthdays of little Lucie had been woven by the golden thread into the peaceful tissue of the life of her home.

(1) Capítulo XXIV. Atraído pelo abismo

Decorreram três anos de tempestade, três anos em meio das chamas devoradoras, das ondas furiosas e de estremecimentos da terra, convulsionada pela maré de um oceano que subia, subia para o terror dos que o contemplavam da praia. (aqui a tradutora abriu parágrafo.) Três aniversários da pequena Lucie acrescentaram-se aos fios de ouro com que Lucie Darnay tecia a vida tranquila do seu lar.

(2) Capítulo XXIV. Atraído pelo abismo

Foram três anos de tempestade. Três anos em que se ergueram chamas devoradoras e ondas furiosas de um mar bravio, em que a terra estremeceu, convulsionada pela maré de um oceano que subia e subia, para o terror de todos os que o contemplavam da praia. (aqui a tradutora abriu parágrafo.) Três aniversários da pequena Lucie somaram-se ao fio dourado com que Lucie Darnay tecia a vida serena do seu lar.

achei interessante notar em ambos os casos o acréscimo de "chamas devoradoras", "convulsionada pela maré de um oceano"; a repetição de "três anos"; a eliminação de "wonder", a eliminação do belo jogo "risings of fire and risings of sea"; da própria metáfora de que o fogo da revolução francesa consumed três anos (estamos agora em 1792); a inversão da ordem da frase; a criação de novo parágrafo; o sumiço da referência a "ebb". aqui, por exemplo, enéias marzano foi mais feliz: "... um oceano em fúria, que agora não tinha vazante, estando sempre de maré alta, mais e mais alta".

Many a night and many a day had its inmates listened to the echoes in the corner, with hearts that failed them when they heard the thronging feet. For, the footsteps had become to their minds as the footsteps of a people, tumultuous under a red flag and with their country declared in danger, changed into wild beasts, by terrible enchantment long persisted in.

(1) Muitas noites haviam passado os habitantes do recanto pacíficos dos ecos [?], escutando os rumores que os aterravam, pois não ignoravam que os passos que ouviam eram os de um povo em tumulto, sob uma bandeira vermelha, que declarava a pátria em perigo e que um encanto terrível havia transformado em feras.

(2) Os moradores do lugar de acústica prodigiosa [sic] haviam passado muitas noites escutando ecos assustadores, pois não ignoravam que os passos que lhes chegavam aos ouvidos eram os de um povo em tumulto, que, agindo sob uma bandeira vermelha, declarava a pátria em perigo e que, por obra de um terrível encantamento, se havia transformado em um bando de feras.

fiquei surpreendida com o inexplicável erro de entendimento do original, idêntico nas duas traduções, forçando a uma mesma mudança da própria estrutura sintática do trecho.

Monseigneur, as a class, had dissociated himself from the phenomenon of his not being appreciated: of his being so little wanted in France, as to incur considerable danger of receiving his dismissal from it, and this life together. Like the fabled rustic who raised the Devil with infinite pains, and was so terrified at the sight of him that he could ask the Enemy no question, but immediately fled; so, Monseigneur, after boldly reading the Lord's Prayer backwards for a great number of years, and performing many other potent spells for compelling the Evil One, no sooner beheld him in his terrors than he took to his noble heels.

(1) Sua excelência (tomado em sentido figurado, como classe) estava assombrada por ver que o seu país o queria tão pouco a ponto de não somente arrojá-lo do solo pátrio como também afastá-lo deste mundo. Como aquele camponês da fábula que depois de ter evocado o demônio com tanto trabalho ficou tão espantado que fugiu em vez de lhe fazer perguntas, sua excelência depois de ter lido durante tantos anos o livro de orações às avessas, e de valer-se de todos os encantamentos para obrigar o demônio a aparecer-lhe, mal o avistou ficou tão aterrorizado que deitou a correr.

(2) Monseigneur, tomado em sentido figurado, como classe, estava assombrado por ver que seu país o prezava tão pouco que não somente o arrojara do solo pátrio como também gostaria de expulsá-lo deste mundo. A exemplo daquele camponês da fábula que, depois de tanto trabalho para invocar o demônio, ficou tão espantado que fugiu em vez de lhe fazer perguntas, sua excelência, depois de ter lido durante tantos anos o livro de orações de trás para a frente, e de valer-se de todos os meios mágicos para obrigar o demônio a aparecer-lhe, mal o avistou ficou tão aterrorizado que deitou a correr.

algumas coincidências evidentes: acréscimo de "tomado em sentido figurado"; "assombrado" para "dissociated"; a perda da ironia em "noble heels"; um idêntico "deitou a correr"; problema de entendimento da primeira frase etc. note-se que a solução (2) oscila entre monseigneur e "sua excelência".

naquela época, assinalei várias passagens em minhas anotações de pesquisa, e transcrevo aqui um último exemplo:

Moreover, it was the spot to which such French intelligence as was most to be relied upon, came quickest. Again: Tellson's was a munificent house, and extended great liberality to old customers who had fallen from their high estate. Again: those nobles who had seen the coming storm in time, and anticipating plunder or confiscation, had made provident remittances to Tellson's, were always to be heard of there by their needy brethren.

(1) Além disso, era o lugar onde se tinha em mais consideração esses franceses, e o Tellson era um estabelecimento magnífico que mostrava grande liberalidade para com os antigos fregueses que haviam descido da sua elevada posição; ainda mais, alguns nobres prevendo o saque ou a confiscação dos seus bens, tinham colocado em Londres os seus fundos, desde os primeiros dias da tempestade.

(2) Aquele era o lugar que dispensava maior consideração a esses franceses, e, além disso, o Tellson era um estabelecimento magnífico, demonstrando grande liberalidade para com os antigos fregueses que haviam caído de sua elevada posição; mais ainda, alguns nobres, prevendo o saque ou a [sic] confisco de seus bens, tinham transferido seus fundos para Londres desde os primeiros dias da tempestade.

ambas tropeçam no sentido de "intelligence" e criam uma mesma solução manca para "it was the spot to which such French intelligence as was most to be relied upon, came quickest", que significa, bastante ao pé da letra, que o Banco Tellson era o lugar aonde as informações mais confiáveis sobre a França chegavam mais depressa. "magnífica" para munificent também é triste, e as duas traduções concordam em eliminar a referência a "were always to be heard of there by their needy brethren", levando a mais uma mudança forçada da sintaxe original. 

não há dúvida de que o lançamento da nova tradução a cargo de débora landsberg vem preencher uma lacuna importante.

25 de mai de 2010

cotejos disponíveis



segue-se a relação de cotejos publicados no nãogostodeplágio. clique no nome da obra para ver a comparação entre a tradução legítima e a tradução espúria. os posts trazem exemplos de alguns parágrafos, a título ilustrativo, de extensos cotejos feitos entre as traduções, com outras traduções e/ou com o original.

alexandre dumas, os três mosqueteiros (nova cultural)
aristóteles, arte poética (martin claret)
aristóteles, ética a nicômaco (martin claret)
baltasar gracián, a arte da prudência (martin claret)
balzac, a mulher de trinta anos (martin claret)
balzac, a mulher de trinta anos (nova cultural)
balzac, eugênia grandet (martin claret)
baudelaire, flores do mal (martin claret)
boccaccio, o decamerão (hemus, abril cultural, círculo do livro, nova cultural)
brecht, o casamento do pequeno burguês (deriva)
campanella, a cidade do sol (rideel)
carnelutti, arte do direito (bookseller)
charles dickens, cântico de natal (martin claret)
charlotte brontë, jane eyre (itatiaia)
chesterton, o homem que foi quinta-feira (um pesadelo) (germinal)
conan doyle, aventuras de sherlock holmes (martin claret)
conan doyle, memórias de sherlock holmes (martin claret)
conan doyle, o último adeus de sherlock holmes (martin claret)
d. h. lawrence, o amante de lady chatterley (martin claret)
dante, a divina comédia (nova cultural)
dante, da monarquia (martin claret)
dante, vida nova (martin claret)
darwin, a origem das espécies (martin claret)
darwin, a origem das espécies (hemus/claret)
darwin, a origem das espécies (hemus/ediouro)
darwin, a origem das espécies (madras)
darwin, a origem das espécies (coleção folha) - comunicado do diretor da coleção aqui
descartes, o discurso do método (nova cultural)
descartes, princípios de filosofia (coleção folha)
dominic crossan, o essencial de jesus (jardim dos livros)
dostoievski, a árvore de natal de cristo (boitempo)
dostoievski, crime e castigo (nova cultural)
dostoievski, irmãos karamázov (nova cultural)
dostoievski, um jogador (martin claret)
durkheim, as regras do método sociológico (martin claret)
edgar a. poe, a queda da casa de usher (martin claret)
edgar a. poe, manuscrito encontrado em uma garrafa (martin claret)
edgar a. poe, o gato preto (martin claret)
edgar a. poe, o escaravelho de ouro (cultrix)
edgar a. poe, o pipo de amontillado (in contos e histórias) (cedic)
edgar a. poe, o poço e o pêndulo (martin claret)
edgar a. poe, os crimes da rua morgue (martin claret)
edmond rostand, cyrano de bergerac (nova cultural)
émile zola, a besta humana (hemus)
émile zola, naná (nova cultural)
emily brontë, o morro dos ventos uivantes (landmark)
emily brontë, o morro dos ventos uivantes (nova cultural)
esopo, fábulas (martin claret)
eurípides, alceste (martin claret)
eurípides, electra (martin claret)
eurípides, hipólito (martin claret)
fielding, tom jones (nova cultural)
flávio josefo, seleções (madras)
flaubert, madame bovary (nova cultural)
francesco carnelutti (bookseller)
fustel de coulanges, a cidade antiga (hemus; ediouro)
harriet b. stowe, a cabana do pai tomás (madras)
hegel, princípios da filosofia do direito (ícone)
henry thomas, vidas de grandes filósofos (martin claret)
herman melville, moby dick (cedic)
herman melville, moby dick (martin claret)
hobbes, leviatã (nova cultural)
istván mészáros, a teoria da alienação em marx (boitempo)
ivan goncharov, oblomov (germinal)
isaac b. singer, o escravo (germinal)
jack london, caninos brancos (martin claret)
jack london, o lobo do mar (martin claret)
jane austen, orgulho e preconceito (best seller)
jane austen, orgulho e preconceito (martin claret)
jane austen, persuasão (landmark)
jean genet, as criadas (deriva)
john locke, segundo tratado sobre o governo (martin claret)
joseph conrad, lord jim (nova cultural)
jules verne, volta ao mundo em oitenta dias (martin claret)
kant, crítica da razão prática (martin claret)
kant, fundamentação da metafísica dos costumes (martin claret)
kant, sobre um suposto direito de mentir por amor à humanidade (martin claret)
kant, que significa orientar-se no pensamento (martin claret)
kant, resposta à pergunta: que é esclarecimento? (martin claret)
kierkegaard, o desespero humano (martin claret)
kipling, o livro da jângal (martin claret)
lampedusa, o leopardo (nova cultural)
lassalle, o que é uma constituição? (russell)
leontiev, o desenvolvimento do psiquismo (centauro)
louisa may alcott, mulherzinhas (martin claret)
louisa may alcott, mulherzinhas (nova cultural)
maquiavel, o príncipe (martin claret)
marco polo, as viagens (martin claret)
mark twain, as aventuras de tom sawyer (martin claret)
marx, a questão judaica (moraes; centauro)
marx, o capital (ed. condensada) - na verdade, gabriel deville, o capital de karl marx (coleção folha)
maupassant, uma vida (nova cultural)
máximo gorki, sonho de uma noite de natal (boitempo)
nietzsche, a origem da tragédia (centauro)
nietzsche, a origem da tragédia, proveniente do espírito da música (madras)
nietzsche, acerca da verdade e da mentira (rideel)
nietzsche, assim falava zaratustra (escala educacional)
nietzsche, assim falava zaratustra (hemus/ leopardo)
nietzsche, assim falou zaratustra (martin claret)
nietzsche, minha irmã e eu (moraes e centauro)
nietzsche, o anticristo (rideel)
nietzsche, ecce homo (rideel)
nietzsche, ecce homo (martin claret)
oscar wilde, a balada do cárcere de reading (martin claret)
oscar wilde, o retrato de dorian gray (nova cultural)
pascal, pensamentos (martin claret)
pascal, pensamentos (nova cultural)
perry anderson, as antinomias de gramsci (boitempo)
perry anderson, nas trilhas do materialismo histórico (boitempo)
petrônio, satíricon (martin claret)
pirandello, o falecido mattia pascal (nova cultural)
pirandello, seis personagens à procura de um autor (nova cultural)
platão, a república, cotejo feito pelo prof. gonzalo armijos (martin claret)
platão, apologia de sócrates (nova cultural)
ralph w. emerson, ensaios (martin claret)
roderick anscombe, a vida secreta de laszlo, conde drácula (jardim dos livros)
santo agostinho, confissões (martin claret)
savigny, metodologia jurídica (rideel)
scott fitzgerald, suave é a noite (nova cultural)
shakespeare, hamlet (martin claret)
shakespeare, a megera domada (martin claret)
shakespeare, otelo (martin claret)
slavoj zizek, lacrimae rerum (boitempo)
sófocles, antígona (martin claret)
sófocles, édipo rei (martin claret)
stendhal, o vermelho e o negro (nova cultural)
stevenson, a ilha do tesouro (martin claret)
stevenson, janet do pescoço torcido (martin claret)
stevenson, markheim (martin claret)
suchodolski, a pedagogia e as grandes correntes filosóficas (centauro)
thomas cleary, o essencial do alcorão (jardim dos livros)
thomas more, a utopia (martin claret) [informação]
thoreau, a desobediência civil (martin claret)
thoreau, andar a pé (martin claret)
thoreau, uma semana nos rios concord e merrimack (martin claret)
tolstói, ana karênina (nova cultural)
voltaire, contos (nova cultural)
voltaire, dicionário filosófico (martin claret)
voltaire, dicionário filósofico II (martin claret)
von ihering, a luta pelo direito (martin claret)
von ihering, a luta pelo direito (pillares)
von ihering, a luta pelo direito (rideel)

von ihering, a luta pelo direito (russell)
walter scott, ivanhoé (nova cultural)
weber, a ética protestante e o espírito do capitalismo (martin claret)
weber, ciência e política: duas vocações (martin claret)
xenofonte, apologia de sócrates (nova cultural)
xenofonte, ditos e feitos memoráveis de sócrates (nova cultural)

relação atualizada em 03/03/10; em 25/05/10; em 12/08/2010; em 13/09/2011; em 23/10/2011; em 04/11/2011; em 18/11/2011; em 30/11/11; em 12/04/2012, em 01/06/2012; em 09/08/2012; em 19/08/2012; em 19/11/2012; em 24/08/2015; em 20/04/2016

imagem: tom phillips, dante in his study, sobre luca signorelli (via flanelapaulistana)
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24 de mai de 2010

"ó labuta infecunda"


artigo de alfredo monte sobre antígona, que indiquei como leitura de sábado, traz um trecho comparativo das quatro traduções da tragédia de sófocles existentes no brasil: a compilada por j.b. de mello e souza (jackson), a de mário da gama khoury (zahar), a de domingos paschoal cegalla (difel) e a de donald schüler (l&pm). muito instrutivo, para quem gosta de comparar soluções e também para quem não tem muita ideia do grau de irrepetibilidade e irredutibilidade entre elas.

a editora martin claret apresenta em seu catálogo um pastiche em nome de "jean melville", calcado na tradução compilada por mello e souza, incluindo a cópia fiel e integral das notas elaboradas pelo mestre para a edição da jackson.

para exemplificar o que chamo de "pastiche", reproduzo aqui o trecho apresentado por alfredo monte. assim, o leitor poderá avaliar o tipo de cosmético aplicado na edição em nome de "jean melville" e poderá também consultar no link dado acima as outras três soluções (gama khoury, cegalla e schüler).

j.b. de mello e souza, jackson, disponível para download aqui:
http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/antigone.pdf

O CORIFEU

Oh! Agora é tarde! Parece-me que o que estás vendo é a justiça dos deuses!

CREONTE
Ai de mim – agora sei – que sou um desgraçado! Sobre mim paira um deus vingador que me feriu! Ele me arrasta por uma via de sofrimentos cruéis… ele destruiu toda a alegria de minha vida! Ó esforços inúteis dos homens!

(entra um MENSAGEIRO que vem do Palácio)

O MENSAGEIRO
Senhor! Que desgraças caem sobre ti! De uma tens a prova em teus braços… as outras estão no teu palácio… creio que tu deves ver!

CREONTE
Que mais me poderá acontecer? Poderá haver desgraça maior do que a fatalidade que me persegue?

O MENSAGEIRO
Tua esposa acaba de morrer… a mãe que tanto amava este infeliz jovem.. Ela feriu-se voluntariamente para deixar a vida.

CREONTE
Hades, que a todos nós esperas, Hades que não perdoas, nem te comoves… dize: por que, por que me esmagas por essa forma? Mensageiro das desgraças, que nova desgraça me vens anunciar? Ai de mim! Eu já estava morto, e tu me deste mais um golpe ainda…

 "jean melville", martin claret:

CORIFEU

Oh! Agora é tarde! Talvez o que agora vemos seja a justiça dos deuses!

CREONTE
Ai de mim, agora sei que sou um desgraçado! Paira sobre mim um deus vingador que me feriu e me arrasta por uma senda de atrozes sofrimentos… ele destruiu toda a alegria de minha vida! Ó labuta infecunda dos homens!

Entra um Mensageiro que vem do palácio.

MENSAGEIRO
Senhor! Mais desgraças caem sobre ti! De uma tens a prova em teus braços… a outra está no teu palácio… creio que deves ver!

CREONTE
Que mal ainda poderá se abater sobre mim? Haverá maior infortúnio do que a fatalidade que me persegue?

MENSAGEIRO
Eurídice acaba de morrer… a mãe que tanto amava este infeliz jovem... Ela voluntariamente se feriu, para abandonar este mundo...

CREONTE
Hades, que a todos nós esperas, Hades implacável, dize: por que, por que me esmagas assim? Mensageiro agourento, que novas desgraças me vens anunciar? Ai de mim! A quem já estava morto, feriste de novo…

segue-se um exemplo de apropriação das notas de mello e souza na edição da ed. martin claret:

mello e souza:
(28) Segundo a lenda citada nas Fenícias, de Eurípedes, Tirésias teria dito a Creonte que só reinaria, vitorioso, em Tebas, se sacrificasse o seu filho Megareu. Creonte não queria tal sacrifício; mas, por sua própria vontade, ou por acidente, o jovem morreu nas fortalezas da cidade. Como se vê, Eurídice considerou o marido culpado também por esta morte.

"jean melville":
28 Segundo a lenda citada nas Fenícias, de Eurípedes, Tirésias teria dito a Creonte que só reinaria, vitorioso, em Tebas, se sacrificasse o seu filho Megareu. Creonte não queria tal sacrifício; mas, por sua própria vontade ou por acidente, o jovem morreu nas fortalezas da cidade. Como se vê, Eurídice considerou o marido culpado também por essa morte.


atualização em 16/2/12 - obs.: estes são apenas alguns exemplos a título ilustrativo, extraídos de um extenso cotejo feito entre as traduções, com outras traduções e com o original. veja aqui.



22 de mai de 2010

leitura


"tudo o que exorbita", um excelente artigo de alfredo monte sobre antígona, comparando várias traduções da tragédia de sófocles.

21 de mai de 2010


agradeço o toque de joana canêdo e cecilia tanaka

prorrogação

prazo para contribuição ao debate sobre o marco civil da internet foi prorrogado até dia 30 de maio.

não deixe de acompanhar e participar: http://culturadigital.br/marcocivil/

feito pãozinho quente




hegel, princípios da filosofia do direito, em pretensa tradução que a editora ícone atribui ao nome de norberto da paula lima, em teses, artigos, pregões, programas de curso etc.:

http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=4069
http://www.seer.ufu.br/index.php/revistaeducpop/article/view/1840/1537
189.3.47.200/site/images/stories/.../plano_3s_filosofia_direito.pdf
http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=2892
www.ufrrj.br/cursos/filosofia/Ementas-Fil.%20DEG.pdf
www.marilia.unesp.br/Home/Instituicao/Concursos/.../edital2010-062.pdf
www.fadivale.edu.br/Aluno/.../2º%20período.pdf
http://www.fundanet.br/mestrado_dir/detalhe.asp?reg=25&lng=1
www.bresserpereira.org.br/listar.asp?cat=163
gravatai2.ulbra.tche.br/.../Teoria%20do%20Direito%20II.pdf
www.ifibe.edu.br/noticias/2009/.../RecuperaçãoAulasAnexo.pdf
www.periodicos.unitau.br/ojs-2.2/index.php/humanas/article/.../562 
www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciHumanSocSci/article/.../594
www.parana-online.com.br/canal/direito.../50612/
www.utp.br/Cadernos_de.../pdfs/.../3_estado_educacao_cp8.pdf
www.escola.agu.gov.br/.../Jose%20Humberto%20-%20A%20estrategia%20Discursiva.pdf
www.alb.com.br/anais15/.../sandracristina.htm
www.mp.ma.gov.br/ampem/FranciscoFilho.pdf

veja aqui o cotejo com a tradução de orlando vitorino.
.

até domingo



domingo se encerra a segunda fase de consulta pública do
projeto do marco civil da internet. não deixe de participar: http://culturadigital.br/marcocivil/debate/


20 de mai de 2010

princípios da filosofia do direito, hegel

















o curioso nessa edição da ícone é que de início parecem traduções independentes, mas a partir do parágrafo 75 os textos se mostram absolutamente idênticos ao longo de várias páginas, depois surge uma ou outra eventual substituição de termos aqui e ali, e prosseguem iguais até o fim. conversei com o editor responsável da ícone, o qual não soube explicar a razão de tantas coincidências. uma pena.


atualização em 16/2/12 - obs.: estes são apenas alguns exemplos a título ilustrativo, extraídos de um extenso cotejo feito entre as traduções, com outras traduções e com o original. veja aqui.



19 de mai de 2010

a moda pega, poe XXXIII


não bastava o melê galeão quintana e mario coutinho
(vide itatiaia),
temos também o oscar silveira e o brenno mendes

I.





II.




veja também brenno xavier e berenice silveira


18 de mai de 2010

Instituto de Letras UFRGS



MOÇÃO DE APOIO A DENISE BOTTMANN


Há algum tempo vem sendo veiculada, pelos meios de comunicação, a prática de algumas editoras de se apropriar de traduções anteriormente publicadas por outras, trocando o nome do tradutor verdadeiro por outro, quase sempre forjado, fazendo alterações cosméticas e as apresentando como novas. A fim de denunciar tal abuso que, além de ferir a lei de direitos autorais, desfigura o trabalho de muitos profissionais sérios e reconhecidos, constitui concorrência desleal com as editoras que arcam com os custos de tradução das obras e compromete a qualidade do texto desta forma oferecido ao público, a tradutora Denise Bottmann criou um blog com o nome de Não Gosto de Plágio. Sua atividade consiste principalmente em denunciar tal prática, através de transcrições de trechos da tradução original e da “nova”, demonstrando que as diferenças entre elas são insignificantes e, em alguns casos, inexistentes. Por conta disso, já sofreu vários processos. Atualmente está sendo processada pela Editora Landmark, que, numa clara tentativa de intimidação, exige vultosa indenização por pretensos danos morais e materiais e a imediata extinção do blog Não Gosto de Plágio (invocando o “direito de esquecimento”).

Tal processo vem sendo noticiado na imprensa e também no site de algumas editoras que se sentem lesadas por tal prática. Também circulou na internet um abaixo assinado em apoio de Denise Bottmann, redigido pelos tradutores Heloisa Jahn, Jorio Dauster, Ivo Barroso e Ivone Castilho Benedetti, que recolheu cerca de 2900 assinaturas.

Diante dos fatos relatados, o Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em reunião realizada em 13 de abril de 2010, manifesta-se solidário à campanha empreendida por Denise Bottmann em defesa dos direitos dos tradutores de terem seu trabalho reconhecido e respeitado.

chiliques, atualizando



chiliques 1 e 2 devidamente encaminhados às instâncias superiores.

17 de mai de 2010

os bons exemplos


eis o que a ediouro queria fazer com seus livros em consignação:
"A primeira mensagem explicava aos livreiros como fazer para separar o miolo do livro das partes a serem devolvidas, com orientações como 'com um estilete ou outro cortador afiado, alinhe uma superfície lisa e reta como uma régua, por exemplo, na lombada do livro' e 'passe o estilete desde a parte de cima da capa até o final da lombada, de forma que a capa se desprenda do corpo do livro'. Quanto ao destino do miolo, o e-mail especificava: 'Descarte o miolo do livro. Sugerimos que aproveite para reciclagem, de forma que sua utilização seja totalmente inviabilizada'.
[...] a lista incluía exemplares das obras completas de Murilo Mendes, Mario Quintana e Tolstói, entre outros, além de livros de Shakespeare, Ferreira Gullar, Nelson Rodrigues etc."

15 de mai de 2010

as coisas não são tão simples

outro dia saiu uma matéria superlegal da tatiana de mello dias, no link do estadão. lá dizia que fiquei furiosa com o anteprojeto do marco civil. e fiquei mesmo! e lá dizia também: "Se o texto do Marco Civil fosse aprovado da maneira como o Ministério da Justiça propôs inicialmente, qualquer pessoa que ficasse ofendida com o que Denise publica poderia fazer que o Blogger suspendesse o conteúdo". sim, sem dúvida, mas não foi por isso que fiquei furiosa.

fiquei furiosa pelas razões que tenho exposto aqui e na consulta pública do anteprojeto: o atropelo das liberdades e direitos fundamentais garantidos em nossa constituição.

posto isso, por que, mesmo ficando "furiosa", não me assustava o artigo 20 em sua formulação anterior? e tampouco me assustará se porventura esse monstro autoritário resolver ressurgir? porque eu - e creio que qualquer cidadão - vou armar um fuzuê danado - JUDICIALMENTE.

pelo seguinte: vá lá que essa maluquice americanófila preguiçosa e mal digerida seja ressuscitada por seus fautores da fgv/rio e do mj. vá lá que o artigo 20 em sua antiga formulação resolva prevalecer contra a legalidade e o bom senso. vá lá que alguma editora se sinta ofendida em sua honra porque falei, apontei e demonstrei que ela lança mão de plágios, usa procedimentos inescrupulosos, é, em suma, uma violadora de sepulcros (apud jorio dauster), e resolva pedir remoção do conteúdo que publiquei. vá lá que o blogger suspenda meu acesso e me avise depois. claro que vou contranotificar e brincar de caxangá, tira/bota/deixa-ficar.

continuando na brincadeira desse marco civil hipoteticamente ressurreto: guerreiros com guerreiros fazem zigueziguezá - quer dizer, vou à vez do meu zigue e aproveito e dou o zá. sendo o zá o troco da coisa: não só contranotifico, como aciono o sujeitinho físico ou jurídico que quis prevalecer, e denuncio sua má fé, seu abuso, sua calúnia contra mim por alegar falsamente que MEU conteúdo era ofensivo, e assim por diante.

mas o governo, o MJ, a SAL, a GV Direito Rio, e todo esse povo pensem nisso também antes de pretender ressuscitar essa múmia nefasta do antigo artigo 20: aciono o pretenso ofendido não só por abuso, má fé e calúnia contra minha pessoa (e falo isso em termos gerais que se aplicam a qualquer cidadão blogueiro responsável), mas aciono o tal fulano e também o provedor de serviços por crime contra MEU direito autoral.

pois como é que vão pegar uma pesquisa minha - que é exaustiva, com um lastro de formação e exercício acadêmico de grande seriedade numa das melhores universidades do país, com um lastro de experiência de quase uma centena de obras traduzidas, com um reconhecimento social não insignificante de sua importância cultural, denunciando crimes gravíssimos contra a idoneidade intelectual -, e essa pesquisa, montada e documentada com profissionalismo, e redigida de forma a ser claramente entendida pelo público leigo, a qual, se se vê desprotegida pelo direito maior da constituição brutalmente pisoteada, quando menos está protegida pela lei de direito autoral, de repente se vê arrancada num pafpuf? naturalmente, repito, isso também vale para qualquer cidadão blogueiro perseguido e injustamente denunciado, que certamente há de ter publicado sua denúncia lastreado em sua expertise, em seus conhecimentos teóricos e práticos e na materialidade dos fatos.

então, ronaldo lemos, guilherme almeida, paulo rená, e todo esse povo responsável por aquele antigo artigo 20, levem em conta isso também: não tripudiem os direitos fundamentais, e também não atropelem os direitos autorais, ok?

imagem: antigo artigo 20

obras de tradução



Livros e artigos que traduzi e estou traduzindo:
    1. Allen, Mark, Árabes. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007 
    1. Alÿs, Francis, Numa dada situação. São Paulo: Cosac Naify, 2010 (e outros) 
    1. Ameur, Farid, A guerra de Secessão. Porto Alegre: L&PM, 2010 
    1. Anderson, Benedict, Comunidades imaginadas. São Paulo: Companhia das Letras, 2008 
    1. Anderson, Perry, A crise da crise do marxismo. São Paulo: Brasiliense, 1985 
    1. Appiah, Kwame A., O código de honra. São Paulo: Companhia das Letras (no prelo) 
    1. Arendt, Hannah, Homens em tempos sombrios. São Paulo: Companhia das Letras, 1987 
    1. Arendt, Hannah, Compreender. São Paulo: Companhia das Letras, 2008 
    1. Arendt, Hannah, Sobre a revolução. São Paulo: Companhia das Letras, 2011 
    1. Argan, Giulio C., Arte Moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1992 (com Federico Carotti) 
    1. Benveniste, Emile, O vocabulário das instituições indo-européias (2 vols.). Campinas: Ed. Unicamp, 1995 (e Eleonora Bottmann, vol. 2) 
    1. Bethell, Leslie, “O Brasil no Mundo”, in História Contemporânea do Brasil, vol. 2, A construção nacional: 1830-1889. Rio de Janeiro: Objetiva (no prelo) 
    1. Bosualdo, Carlos (org.), Tropicália, uma revolução na cultura brasileira (artigos). São Paulo: Cosac Naify, 2007 
    1. Bourriaud, Nicolas, Estética relacional. São Paulo: Martins Editora, 2009 
    1. Bourriaud, Nicolas, Pós-produção. São Paulo: Martins Editora, 2009 
    1. Boyne, John, O Palácio de Inverno. São Paulo: Companhia das Letras, 2010 
    1. Bradbury, Malcolm, e McFarlane, James, Modernismo – Guia geral, 1890-1930. São Paulo: Companhia das Letras, 1989 
    1. Burke, Peter, Cultura popular na idade moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1989 
    1. Burkert, Walter, Antigos cultos de mistério. São Paulo: Edusp, 1991 
    1. Condillac, Etienne de, Tratado das sensações. Campinas: Ed. Unicamp, 1993 
    1. D’Alembert, Jean, Ensaio sobre os elementos de filosofia. Campinas: Ed. Unicamp, 1994 
    1. Darnton, Robert, O beijo de Lamourette. São Paulo: Companhia das Letras, 1990 
    1. Darnton, Robert, O lado oculto da Revolução. São Paulo: Companhia das Letras, 1988 
    1. Davis, Natalie Z., O retorno de Martin Guerre. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1987 
    1. Drouin, Jean-Claude, Os grandes economistas. São Paulo: Martins Editora, 2008 
    1. Duras, Marguerite, O amante. São Paulo: Cosac Naify, 2007 
    1. Ellmann, Richard, Ao longo do riocorrente. São Paulo: Companhia das Letras, 1991 
    1. Emerson, Ralph W., Ensaios. Porto Alegre: L&PM (no prelo) 
    1. Flores, “Berlusconismo e fascismo”, Cebrap (com Federico Carotti) (no prelo) 
    1. Fontenelle, Diálogos sobre a pluralidade dos mundos. Campinas: Ed. Unicamp, 1993 
    1. Frankfurt, Harry, Sobre a verdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2007 
    1. Fried, Michael, O realismo de Courbet. São Paulo: Cosac Naify (no prelo) 
    1. Gay, Peter, Freud, uma vida para nosso tempo. São Paulo: Companhia das Letras, 1988 
    1. Gay, Peter, O estilo da história. São Paulo: Companhia das Letras, 1990 
    1. Gay, Peter, Modernismo, o fascínio da heresia. São Paulo: Companhia das Letras, 2009 
    1. Goldhammer, Catherine, Natureza morta com galinhas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira (no prelo) 
    1. Gomes, Alair, A New Sentimental Journey. São Paulo: Cosac Naify, 2009 
    1. Granier, Jean, Nietzsche. Porto Alegre: L&PM, 2009 
    1. Grazia, Sebastian de, Maquiavel no inferno. São Paulo: Companhia das Letras, 1993 
    1. Ginzburg, Carlo, Investigando Piero. São Paulo: Cosac Naify, 2010 
    1. Hobsbawm, Eric, “O ressurgimento da narrativa: alguns comentários”, RH Revista de História 3. Campinas: IFCH/Unicamp, 1990 
    1. Hughes, Robert, Barcelona. São Paulo: Companhia das Letras, 1995 
    1. Isaacson, Walter, Steve Jobs: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2011 (e Berilo Vargas e Pedro M. Soares) 
    1. Karam, John Tofik, Um outro arabesco. São Paulo: Martins Editora, 2009 
    1. Kassow, Samuel D., Quem escreverá nossa história?. São Paulo: Companhia das Letras, 2009 
    1. Kelley, Donald R., Destinos da história. São Paulo: Cosac Naify (no prelo) 
    1. Koolhaas, Rem, “Junkspace”, Revista Serrote. São Paulo: IMS, a sair 
    1. Koolhaas, Rem, Nova York delirante. São Paulo: Cosac Naify, 2008 
    1. Lefort, Claude, “Reversibilidade”, RH Revista de História 1. Campinas: IFCH/Unicamp, 1989 
    1. LeGoff, Jacques, Entrevista, Introdução a O outono da Idade Média. São Paulo: Cosac Naify, 2010 
    1. Lévi-Strauss, Claude, O suplício de Papai Noel. São Paulo: Cosac Naify, 2008 
    1. Longhi, Roberto, Breve mas verídica história da arte italiana. São Paulo: Cosac Naify, 2005 
    1. Longhi, Roberto, Caravaggio. São Paulo: Cosac Naify (no prelo) 
    1. Longhi, Roberto, Piero della Francesca. São Paulo: Cosac Naify, 2007 
    1. Longo, Dáfnis e Cloé. Campinas: Pontes, 1990 
    1. Maalouf, Amin, Samarcanda. São Paulo: Brasiliense, 1991 
    1. Marshall, Peter, A Reforma. Porto Alegre: LPM (no prelo) 
    1. Matisse, Henri, Escritos e reflexões sobre arte. São Paulo: Cosac Naify, 2008 
    1. Mayer, Arno, A força da tradição. São Paulo: Companhia das Letras, 1987 
    1. Morelly, Código da natureza. Campinas: Ed. Unicamp, 1994 
    1. Moretti, Franco, O romance, A cultura do romance, vol. I. São Paulo: Cosac Naify, 2009 
    1. Moretti, Franco, O romance, As formas do romance, vol. II. São Paulo: Cosac Naify (no prelo) (com Federico Carotti) 
    1. Moretti, Franco, O romance, Geografia e história, vol. III. São Paulo: Cosac Naify (em andamento) (com Federico Carotti) 
    1. Murgia, Michele, A Acabadora. Rio de Janeiro: Alfaguara (no prelo) (com Federico Carotti) 
    1. Niemeyer, Oscar, Cem Anos (artigos comemorativos em outras línguas). São Paulo: Cosac Naify (no prelo) 
    1. Perrot, Charles, Jesus. Porto Alegre: L&PM, 2010 
    1. Perrot, Michelle, Os excluídos da história. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1988 
    1. Perrot, Michelle (org.), História da vida privada, vol. IV. São Paulo: Companhia das Letras, 1990 
    1. Prost, Antoine, e Vincent, Gérard (orgs.), História da vida privada, vol. V. São Paulo: Companhia das Letras, 1992 
    1. Ratzel, Geografia. São Paulo: Ática, 1990 (e Fátima Murad) 
    1. Rice, Edward, Sir Richard Francis Burton. São Paulo: Companhia das Letras, 1991 
    1. Robinson, James H., “A Nova História” in VV.AA., A Nova História. São Paulo: Cosac Naify, 2011 
    1. Rodó, José Enrique, Ariel. Campinas: Ed. Unicamp, 1991 
    1. Rulfo, Juan, 100 Fotografias. São Paulo: Cosac Naify, 2010 (e Gênese de Andrade) 
    1. Said, Edward, Cultura e imperialismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1995 
    1. Sajzstein, Sônia (org.), Matisse: Imaginação, erotismo, visão decorativa. São Paulo: Cosac Naify, 2009 
    1. Samara, Timothy, Grid, construção e desconstrução. São Paulo: Cosac Naify, 2007 
    1. Schaeffer, Jean-Marie, A imagem precária. Campinas: Papirus, 1996 (e Eleonora Bottmann) 
    1. Schama, Simon, Travessias difíceis. São Paulo: Companhia das Letras, 2011
    1. Schorske, Carl, Viena fin-de-siècle. São Paulo: Companhia das Letras/Ed. Unicamp, 1990 (finalista Prêmio Jabuti de Tradução) 
    1. Schwartz, Stuart B., Cada um na sua lei. São Paulo: Companhia das Letras, 2009
    2. Schwartz, Stuart B., “Devolvendo as classes populares portuguesas à história da União Ibérica e da Restauração”, paper, 2009 
    1. Scruton, Roger, Kant. Porto Alegre: L&PM, 2011 
    1. Sen, Amartya, A ideia de justiça. São Paulo: Companhia das Letras, 2011 (caps. 17-18, notas e índices; e Ricardo Doninelli Mendes)
    1. Serge, Victor, Memórias de um revolucionário. São Paulo: Companhia das Letras, 1987 
    1. Skinner, Quentin, Maquiavel. Porto Alegre: L&PM, 2010 
    1. Spence, Jonathan, O palácio da memória de Matteo Ricci. São Paulo: Companhia das Letras, 1986 
    1. Stolcke, Verena, Cafeicultura. São Paulo: Brasiliense, 1986 (e João R. Martins Filho) 
    1. Stone, Lawrence, “O ressurgimento da narrativa: Reflexões sobre uma velha questão”, RH Revista de História 3. Campinas: IFCH/Unicamp, 1990 
    1. Subirats, Eduardo, Paisagens da solidão. São Paulo: Duas Cidades, 1986 
    1. Suzuki, Matinas (org.), O livro das vidas: Obituários do New York Times. São Paulo: Companhia das Letras, 2008 
    1. Sykes, A. Krista (org.), Construindo uma nova agenda – Teoria arquitetônica 1993-2009. São Paulo: Cosac Naify (em andamento)
    1. Thomas, Keith, Religião e declínio da magia. São Paulo: Companhia das Letras, 1991 (e Tomás Rosa Bueno) 
    1. Thompson, Don, O tubarão de 12 milhões de dólares. São Paulo: Beï (no prelo) 
    1. Thompson, E. P., A formação da classe operária inglesa, vol. I. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1986 
    1. Thompson, E. P., A formação da classe operária inglesa, vol. III. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1986 
    1. Thompson. E. P., Senhores e caçadores. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1987 
    1. Thoreau, D. H., Walden. Porto Alegre: L&PM, 2010 
    1. Todorov, Tzvetan, A vida em comum. Campinas: Papirus, 1996 (e Eleonora Bottmann) 
    1. Tomkins, Calvin, As vidas dos artistas. São Paulo: Beï, 2009 
    1. Vaughan, Hal, Dormindo com o inimigo: a guerra secreta de Coco Chanel. São Paulo: Companhia das Letras, 2011 
    1. Vovelle, Michel (org.), França revolucionária. São Paulo: Brasiliense, 1989 
    1. VV.AA,. 100 Fotografias: Juan Rulfo. São Paulo: Cosac Naify, 2010 
    1. VV.AA., Economia e movimentos sociais na América Latina. São Paulo: Brasiliense, 1986 
    1. VV.AA., Exterminismo e guerra fria. São Paulo: Brasiliense, 1985 
    1. Wallerstein, Immanuel, O capitalismo histórico. São Paulo: Brasiliense, 1985 
    1. Wilcken, Patrick, Claude Lévi-Strauss, o poeta no laboratório. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011 
    1. Williams, Eric, Capitalismo e escravidão. São Paulo: Companhia das Letras (no prelo) 
    1. Wokler, Robert, Rousseau. Porto Alegre: L&PM (no prelo) 
    2. Woolf, Virginia, Ao farol. Porto Alegre: L&PM (em andamento)
    3. Woolf, Virginia, Matando o Anjo da Casa: Sete ensaios. Porto Alegre: L&PM (no prelo) 
    4. Woolf, Virginia, Mrs. Dalloway. Porto Alegre: L&PM (no prelo) 
atualizado em 28/11/2010; em 17/08/2011
imagem: letras
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