11 de jun de 2012

o morro do vento uivante

nilton resende informa que o título o morro do vento uivante vem do poema de tasso da silveira, de 1928, e gentilmente transcreve o poema, que reproduzo abaixo:
Balada de Emily Brontë
No morro do Vento Uivante
o vento passa uivando, uivando... 
No Morro do Vento uivante
há um casarão sombrio
cheio de salas vazias
e corredores vazios...
A noite toda uma porta
geme agoniadamente.
Pelas vidraças partidas
silvam longos assovios,
no ar de abandono e de medo
passam bruscos arrepios...
No Morro do Vento Uivante
o vento passa ...
Emily Brontë
não pares a história... Conta!
conta, conta, conta, conta!
Dá-me outra vez aquele medo
que encheu minha infância morta
de sonhos e de arrepios...
No Morro do Vento uivante...
Depois que os anos passaram
como ficaram meus dias
vazios... vazios...
aliás, vejo no site da traça, aqui, que essa edição da josé olympio traz o prefácio da primeira edição mais o poema de tasso - o que, aliás, me parece mais uma prova da integridade tradutória de rachel de queiroz (à diferença de oscar mendes, por exemplo, que tinha adotado em 1938 um título quase idêntico, apenas usando o plural, mas sem dar a fonte):



7 comentários:

  1. Fabrizio Lyra11.6.12

    Denise, aproveito mais esse belo resgate de um novo autor da literatura universal para sugerir, quando possível, o histórico tradutório de certos autores importantes, de grande apelo popular, muito traduzidos no passado e que tem pouco ou não tem traduções atualizadas até o presente momento. Esses autores são fartamente vendidos em sebos e foram muito lançados por editoras que apresentaram problemas como foi muito bem esclarecido aqui. Portanto, vão aí mais algumas sugestões. Minha preocupação, repito, são autores com esse perfil que coloquei acima: clássicos, muito populares, com inúmeras traduções no passado e pouco ou não traduzidos atualmente. Os que mais me vieram a mente foram quatro: Jules(ou Júlio)Verne, Graham Greene, Robert Louis Stevenson e Mark Twain. Os dois últimos tem tido algumas traduções atuais. Portanto vou me concentrar nos dois primeiros(sei também que Verne está começando a ser relançado pela L&PM e creio que por algumas editoras voltadas para o público infanto-juvenil. Mas de atual, creio, ainda é pouco). Julio Verne teve muitos livros lançados pela Hemus e Graham Greene pela Record. Os volumes que tenho são:

    Júlio Verne(todos lançados pela Hemus):

    Vinte Mil Léguas Submarinas - Tradução: Lauro S.Blandy
    Da Terra À Lua - Tradução: Vieira Neto
    Viagem Ao Redor da Lua - Tradução: Vieira Neto
    Cinco Semanas em um Balão - Tradução: Otávio de Vasconcelos
    O Arquipélago em Chamas - Tradução: José Gonçalves Vilanova
    O Raio Verde - Tradução: Osmar Perazzo Lannes

    Graham Greene(todos pela Record):

    - O Homem de Muitos Nomes - Tradução: Donald M. Garschagen
    - O Fator Humano - Tradução: A.B Pinheiro de Lemos(sei que foi atualmente relançado pela L&PM em nova tradução, claro)
    - O Poder e a Glória - Tradução: Léa Viveiros de Castro.
    - O Ministério do Medo - no volume que tenho não consta o nome do tradutor
    - Nosso Homem em Havana - Tradução: Brenno Silveira(em parceria com edições Altaya)
    - O Décimo Homem - Tradução: Flávio Moreira da Costa
    - Dr. Fischer de Genebra ou A Festa da Bomba - Tradução: Lya Luft(em licenciamento para o Círculo do Livro)
    - O Coração da Matéria - Tradução: Oscar Mendes(a edição é de 1966 e vem como sendo da Gráfica Record com direitos de tradução adquiridos da Gráfica Editora Brasileira)
    Também pelo Circulo do Livro através de licença da editora Artenova temos:

    - O Cônsul Honorário - Tradução: Hélio Pólvora

    E pela editora Abril através de licença da Editora Civilização Brasileira:

    - O Americano Tranquilo - Tradução: Brenno Silveira

    Seria interessante também um levantamento de Conan Doyle e dos grandes clássicos da literatura que NUNCA foram traduzidos no Brasil.
    Aproveito, também, como seu blog é de grande veiculação, devido ao excelente levantamento das traduções de Dickens no Brasil que você fez mostrando quase não termos traduções atualizadas dele que, POR FAVOR, as editoras sérias do país atualizem as traduções desse extraordinário mestre, especialmente aproveitando os 200 anos do seu nascimento. Acabei de ler uma tradução antiga de Os Carrilhões. Apesar de boa, esse célebre conto precisa urgente de nova tradução, assim como os outros contos de Natal de Dickens(o sonho dos leitores, Denise, seria ver uma edição de todos os contos natalinos de Dickens traduzidos por você. Bem, sonhar não custa. Fica o humilde pedido de um leitor e admirador).

    Abraços!

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    1. Fabrizio Lyra11.6.12

      Uma pequena correção que verifiquei hoje: O Fator Humano da L&PM não é uma nova tradução. É a de A.B Pinheiro de Lemos.

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  2. Bruce Torres11.6.12

    "[...] essa edição da josé olympio traz o prefácio da primeira edição mais o poema de tasso"

    Isso porque uma edição da Globo trazia uma tradução da canção "Wuthering Heights", da Kate Bush. :D

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    1. Bruce Torres11.6.12

      Correção: a edição era da Landy.

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    2. legal, bruce; os paratextos da landy parecem bastante ricos. atualizei no post anterior.

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  3. Cara Denise, gostei de você ter falado da integridade de Rachel de Queiroz como tradutora. Hoje em dia há um certo furor depreciativo com relação às traduções de Dostoievski que foram lançadas pela José Olympio, principalmente as dela, pois agora contamos com traduções diretas. Mas quem as leu, apesar de indiretas e da tendência a "aplainar" o estilo, sabe como foram importantes, e sobretudo sérias e íntegras.
    Abraço, Alfredo

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  4. pois é, alfredo. aliás, lembrei algo que ivo barroso disse algumas vezes: o fato de ser direta não garante qualidade à tradução. e como sabemos disso... aliás, é a vc q devo agradecer o prazer de conhecer a tradução de rosário fusco de crime e castigo.

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