9 de mar de 2013

rubaiyat


o crítico, poeta e tradutor ivo barroso publicou um belo artigo sobre os rubais de omar khayyam. vale a pena ver, aqui. no artigo, além de publicar sua versão de vários rubais a partir de toussaint/tarquínio, relata uma graciosa singeleza de juventude, do alto de seus dezenove anos:
Mas o que o impacto do livro conseguiu mesmo foi derrubar minhas crenças precárias e abrir-me as portas largas do niilismo e das liberdades totais de pensamento. Eu queria escrever coisas iguais e, para tanto, me “orientalizava” assumindo a persona de um poeta árabe. Cheguei a adotar um nome pseudopersa, Hadiadat Maahatama, e comecei a compor poemas a que dei o título de Yezedis, palavra que eu havia encontrado em minhas leituras e sabia referir-se aos adoradores do diabo. Mas meus poemas não passavam de decalques do Rubaiyat e resolvi assumir o pastiche. Achava expressivo o texto de Tarquínio, mas faltava-lhe ritmo, faltava rima; eu queria transformá-lo em pequenos poemas rimados e metrificados. Foi o que fiz, aproveitando palavras e frases inteiras da tradução. (meu rubaiyat, aqui)
foi também por intermédio desse artigo de ivo barroso que vim a saber que a tradução de octavio tarquínio de souza já desde 1928 saíra pela imprensa nacional (eu achava que tinha sido apenas em 1935, pela josé olympio). diga-se ainda que o número de rubais varia bastante nessas edições, dependendo da seleção feita. tenho a impressão de que a coletânea mais extensa é a de eugênio amado, com 200 rubais.

vendo o que temos do rubaiyat entre nós, encontrei o seguinte:
  • 1928, imprensa nacional, tradução de octavio tarquinio de souza, via toussaint, desde 1935 na josé olympio, e a partir de então a mais exaustivamente reeditada
  • 1933, brito & santos editores, tradução de d. martins de oliveira 
  • 1944, jangada (rio de janeiro), tradução de matos pereira
  • 1944, a bolsa do livro, tradução de  jamil almansur haddad, via fitzgerald, na coleção "seleções preciosas", vol. 2; desde 1956 na civilização brasileira, com várias reedições, também pela bup e pela pioneira
  • 1950, joão calazans (belo horizonte), tradução de cordélia fontainha seta
  • 1959, ofic. de h. reis (santos), tradução de eno theodoro wanke, reeditado no rio em 1987 pela plaquette
  • 1960, ed. conquista, um rubai exemplificativo em tradução de geir de campos in pequeno dicionário de arte poética
  • 1966, tecnoprint (atual ediouro), tradução de manuel bandeira, via toussaint, com várias reedições
  • 1979, hemus, tradução pretensa de torrieri guimarães, supostamente via toussaint. porém ver "os rubaiyat de manuel bandeira e de torrieri guimarães", aqui
  • 1986, alguns rubais em tradução de augusto de campos, via fitzgerald, em o anticrítico 
  • 1999, garnier (de belo horizonte), tradução de eugênio amado
  • 2003, madras, "explicado por paramahansa yogananda", a partir de fitzgerald
  • 2004, l&pm, "dois quartetos", tradução de carlos freire, in babel de poemas: uma antologia multilíngue, feita diretamente do persa
  • 2007, eko (blumenau), coleção "clássicos do oriente" - não descobri o tradutor
  • 2012, unesp, tradução de luiz antônio de figueiredo, via fitzgerald
  • 2013, topbooks, tradução de j.b. de mello e souza, edição póstuma
  • 2014, createspace, tradução de gentil saraiva júnior, via fitzgerald, ed. bilíngue
  • 2014, bagaço, tradução de milton lins
  • sem data, não faço muita ideia: algo vago entre anos 40 e 60..., editora minerva, tradução do filólogo orientalista ragy basile, com forma poética dada por christovam de camargo. saiu também pela conquista em 1970 e, a partir de 2003, pela martin claret. até onde sei, é a única coletânea com tradução feita diretamente do persa
  • sem data, provavelmente anos 2000, tradução de josé reis, apostila eca/usp
  • aqui está disponível a tradução de alfredo braga
  • existem também várias outras traduções de rubais avulsos em sites e blogs.














interessante notar que christovam de camargo utilizou a mesma tradução de ragy basile para suas versões poéticas também em francês e espanhol.

o que achei meio feio foi que na losada, por exemplo, que reeditou inúmeras vezes las rubaiatas, consta: Versión directa del original iranio al portugués, francés e español por el escritor brasileño Christovam de Camargo. mesmo em sua versão francesa publicada pela seghers (1961 em diante), não há qualquer menção a ragy, que afinal foi quem fez a tradução do persa que serviu de base para o arranjo poético de christovam.











a tradução de milton lins, espantosamente surreal de ruim, está disponível aqui.

notas:
agradeço a ivo barroso pela imagem de capa da tradução de cordélia fontainha (1950), pela página de rosto da tradução de jamil almansur (1944) e, em primeiro lugar, pelo incentivo inicial para levantar os khayyam brasileiros.

agradeço a daniel dago a informação sobre os dois rubais traduzidos por carlos freire (2004).

agradeço a mavericco a informação sobre o rubai traduzido por geir campos (1960).

agradeço a willamy fernandes por indicar a tradução de j.b. de mello e souza (2013) e outras informações.

agradeço ao anônimo por indicar a tradução de gentil saraiva júnior (2014).

ocorreu-me uma ideia engraçada agora: como torrieri guimarães, dissesse o que dissesse, na verdade só traduzia do espanhol, imagine se sua tradução do rubaiyat fosse da versão castelhana de christovam de camargo, por sua vez feita em cima da tradução de ragy basile? ia ser muito cômico!

27 comentários:

  1. Denise, essa tradução do Geir Campos foi publicada em livro? Sei que ele traduziu um ruba'i para seu livro "Pequeno dicionário de arte poética".

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  2. ah, que legal, mavericco! pois é, não sei quantos rubais ele traduziu, se foi um só ou vários. sua indicação já é maravilhosa, obrigada!

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  3. informa-me ivo barroso que foi apenas este rubai mesmo que o geir traduziu, a título ilustrativo do verbete.

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  4. Interessante Denise. A tradução do Manuel Bandeira (de Franz Toussaint) mais recentemente foi publicada pela Ediouro. Tenho aqui a terceira edição de 2004.

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    1. legal, obg! especifiquei no post que a edições de ouro é a atual ediouro, com várias edições (1966, 1976, 1980, 2001, 2004)

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  5. Esta versão da Ediouro traz 170 rubáis, organizados por ordem numérica. Nas páginas há um "flerte" de cor e alguns arabescos nas laterais de algumas páginas, todos na cor verde.

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    1. obrigada pela informação, everton - acho até que vou tentar levantar quantos rubais há nas várias traduções

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  6. Agradeço pela lembrança do professor e filólogo Ragy Basile como tradutor da obra. Como seu bisneto, fico feliz em ver seu trabalho recebendo o reconhecimento que merece. Abraço!

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  7. obrigada pela visita, leandro, que honra! ragy basile foi um dos nossos maiores filólogos!

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  8. No Rubáiyát da Martin & Claret, diz: Versão poética de Cristovam de Camargo baseada na interpretação literal do texto persa feita pelo professor Ragy Basile. Só para esclarecer alguns pontos, não para provocar.Abs
    P.S. Mesmo atrasado.

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  9. Ivair27.2.15

    Denise, a tradução da Martin Claret é confiável? Pergunto porque lendo os comentários anteriores, vi que se trata de uma tradução feita há alguns anos; porém isto não fica claro no livro da Martin Claret, que dá a entender que foi feita em 2005.

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    1. Ivair, na própria postagem, isso fica esclarecido:
      "sem data, não faço muita ideia: algo vago entre anos 40 e 60..., editora minerva, tradução do filólogo orientalista ragy basile, com forma poética dada por christovam de camargo. saiu também pela conquista em 1970, pela garnier de belo horizonte em 1999 e, a partir de 2003, pela martin claret. até onde sei, é a única coletânea com tradução feita diretamente do persa".

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    2. obrigada, willamy. isso, ivair, está explicadinho no post.

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    3. Olá, Ivair

      Sobre essa tradução editada pela Martin Claret, eu lamento que não tenha sido publicada diretamente a tradução em prosa feita por Ragy Basile (espero que esse texto precioso não tenho sido perdido!), pois, depois de ler as 182 rubaiatas traduzidas fiquei com a sensação de que Christovam de Camargo gravou IMERECIDAMENTE seu nome junto a trabalho tão meritório (creio que a única tradução feita diretamente do persa para o português não só das rubaiyat, mas de qualquer texto literário em persa antigo). Isso porque ele não fez a prometida versão poética de nenhuma das rubaiyat de Khayyam. Ao final da leitura, fica a impressão de que sua parte do trabalho consistia tão somente em quebrar a prosa de Basile, verticalizando-a para dar a aparência de versos e, talvez, trocar algumas palavras por sinônimos. Fiquei feliz por constatar, recentemente, que não fui o único a perceber isso: Figueiredo, ao final de sua tradução (edição da UNESP, 2012) comenta rapidamente algumas traduções dessas quadras e qualifica corretamente a “versão poética” de Christovam Camargo como “prosa disfarçada de verso livre”. Na introdução ao volume, o próprio Christovam Camargo deixa escapar vários detalhes que mostram que talvez ele devesse ter deixado o trabalho a que se propôs a outra pessoa mais competente, pois admite mais de uma fez que não tinha nenhuma competência poética, como quando conta como Basile lhe propôs que fizesse a versão poética em versos rimados e ele responde: “Versos rimados! Se já nem ouso rimas por minha conta pelos tempos que correm, quanto mais por conta dos outros! assentamos, finalmente, que eu usaria versos livres.” Por que, então, não deixou o trabalho para alguém que tivesse a competência necessária para ele!

      Ainda tem a desfaçatez de criticar tradutores honestos falando coisas prontas sobre o texto original como se o conhecesse e tivesse verificado por si mesmo: “[Octávio Tarquínio de Sousa traduziu] admiravelmente, tendo conseguido imprimir à sua prosa toda a amarga frescura, o desolador encanto da poesia original”. E, depois de usurpar o título de sua introdução de FitzGerald, faz críticas de segunda mão ao tradutor inglês.

      Um outro problema com essa tradução é que houve confusão ingênua entre traduzir e explicar (não sei se tal erro limita-se a Christovam Camargo ou se já parte de Ragy Basile). Christovam Camargo diz na introdução que Basile lhe teria orientado sobre o fato de o persa ser um idioma muito mais sucinto do que o português e de que não seria, portanto, possível traduzir as quadras de Khayyam em apenas quatro versos portugueses. As várias traduções que já mantiveram a forma original provam que é sim possível: se essa tradução alongou-se demasiadamente (alguns poemas ficaram com até 16 “versos”/linhas), isso se deve ao fato de que explicações foram incorporadas ao poema.

      Vindo dessa editora, devemos mesmo manter sempre uma pulga atrás da orelha: a capa estampa: "TEXTO INTEGRAL". Naturalmente, trata-se de propaganda enganosa: os eruditos que estudam a tradição manuscrita das rubaiyat não têm um consenso sobre quantas delas devem ser atribuídas a Omar Khayyam, mas em manuscritos diversos, que vão desde o século XII até o XVIII, chegaram-nos mais de 500! Essa edição estampa 182. A editora não pode dizer que está publicando o texto integral das Rubaiyat de Omar Khayyam meramente porque republicou integralmente uma tradução/seleção publicada anteriormente por outra editora.

      Tem, por fim, o defeito filológico de não deixar clara a fonte dos textos persas: que edição foi toma por base? quem estabeleceu o texto? a partir de que testemunhos? Isso certamente faz a tradução perder em confiabilidade.

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    4. olá, willamy, obrigada pelas interessantíssimas considerações.

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  10. Olá, Denise! Muito obrigado pelo seu inventário e pela oportunidade de conhecer as versões do Ivo Barroso.
    Eu gostaria de fazer só uma pequena atualização: em 2013, a Topbooks publicou a tradução de J.B de Mello e Souza.

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    1. willamy, obrigada pela informação sobre a publicação da tradução de mello e souza. estou acrescentando ao post.

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  11. Olá, Denise.

    Já venho aqui de novo com mais informações sobre Rubaiyat.

    Descobri que Halima Naimova publicou cerca de 60 rubais traduzidos diretamente do persa antigo (farsi) e, diferentemente de Basile/Camargo, esclarece as fontes utilizadas:

    https://phala.wordpress.com/2009/07/06/o-ruba%E2%80%98iyat-de-umar-i-khayyam/


    Ainda sobre a edição da Martin Claret, os editores, ao final da obra de Basile/Camargo, enxertam forçadamente a introdução de Matos Pereira à sua tradução, de 1944, à guisa de “Perfil Biográfico”. Ao longo do seu texto, Matos Pereira distribui 42 de suas traduções (em quadras com as rimas dispostas segundo o esquema ABCB). Tudo que os editores fizeram para tentar dar alguma organicidade mínima ao conjunto foi acrescentar uma nota explicando o óbvio: Matos Pereira utiliza uma tradução “diferente” da tradução de Basile/Camargo. Ora, claro que é uma tradução diferente, pois trata-se da sua própria tradução!

    Jamil Almansur Haddad, na introdução à sua primeira edição, nos informa de uma tradução de D. Martins de Oliveira. Ele apenas informa que D. Martins de Oliveira escolheu, a seu ver impropriamente, o verso popular de sete sílabas para suas traduções, o que, por se tratar de verso curto, o teria obrigado a alongar cada rubai por duas quadras. Haddad reclama do inadequado sabor popular do resultado final: duas quadrinhas em redondilhas maiores.

    Eu fiquei tão curioso que encomendei um exemplar da tradução de Torrieri Guimarães para poder verificar a sua hipótese: realmente seria hilário descobrir que ele teria vertido de volta ao português a usurpação de Christovam Camargo.

    Só uma curiosidade: J.B. de Mello e Souza é irmão do famoso Malba Tahan. Segundo a sinopse da sua tradução, ele teria terminado de traduzir os poemas de Khayyam em 1959, mas só agora, postumamente, ela foi publicada pela primeira vez.

    A tradução de Luís Antônio de Figueiredo traz uma seção final intitulada “edições comentadas” cheia de informações interessantes. Ele nos informa, por exemplo, da tradução de Eugênio Amado (pela Livraria Garnier), contendo 200 rubais. Essa seria, portanto, a seleção mais abrangente, com 18 rubais a mais do que Basile/Camargo. Atualmente, essa edição é facilmente encontrável nas livrarias

    Ivo Barroso está em ótima companhia no querer imitar o poeta persa: Jorge Luís Borges e Fernando Pessoa compuseram seus próprios rubais. O poeta português também traduziu 40 rubais a partir de Fitzgerald (aqui, uma amostra da edição crítica de Maria Aliete Galhoz: https://www.incm.pt/portal/bo/produtos/anexos/10169420100430164438154.pdf ).

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    1. a de halima acabei não incluindo por ser lusitana, mas obrigada!

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  12. Anônimo13.7.16

    Temos também Rubaiyat de Omar Khayyam, em tradução de Gentil Saraiva Jr., via texto de Edward Fitzgerald. Capa http://i.imgur.com/DpwfkRM.jpg

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    1. Anônimo13.7.16

      Esquecia-me de comentar que é bilíngue e creio que neste particular o tradutor acertou ao dar oportunidade de comparar o texto inglês com sua versão...

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  13. Olá, Denise! Peço licença mais uma vez pra ocupar um espacinho aqui no teu blog.
    Sou muito fã dos Rubais do Khayyam e até bem pouco tempo possuía todas as traduções que tu listou acima, exceto a do Torrieri Guimarães. Há muito eu estava curioso com aquela tua hipótese (de fato engraçada, rsrs) de que o Torrieri Guimarães poderia ter retraduzido para o português a versão espanhola do texto de Christovam de Camargo. Mas eu resistia à ideia de gastar dinheiro com “tradução” comprovadamente de má qualidade. Acabei vencido pela curiosidade: procurei na estante virtual e como tava baratinha comprei a dita cuja.

    Então queria compartilhar a informação precisa sobre essa “tradução”. O fato é que Torrieri não se deu ao trabalho sequer de traduzir do espanhol dessa vez: ele “traduziu” do português para português mesmo. Logo que abri o volume, antes mesmo de ler qualquer palavra, ficou claro pra mim que se tratava de um plágio da tradução de Manuel Bandeira.

    É chocante o descaramento, já que quando lançou sua “tradução”, a do poeta pernambucano ainda era bem recente.

    Explico porque nem precisei ler nenhuma palavra pra perceber o plágio. Desta vez, o plagiador foi traído por sua total ignorância do objeto “traduzido”, pois basicamente o que sabia sobre Rubaiyat, pelo que se deduz de sua pífia introdução, é que se tratava de quadras. Mas parece que ele não sabia que cada rubai era constituído de uma só quadra e que a solução de Bandeira ao traduzir cada rubai pela quantidade de quadras que julgasse necessário era uma solução bem pessoal. 99% das suas “traduções” têm o mesmo número de quadras das traduções de Manuel Bandeira (feita a partir da tradução francesa de Toussaint).

    Mas além disso, ele foi traído também por sua preguiça, pois deixa sequências inteiras de versos sem nenhuma modificação, nem sequer uma inversãozinha na ordem das palavras, uma perífrasezinha, um sinônimo, como é seu procedimento padrão para a maioria dos versos.


    Por fim, deixo alguns rubais pra que cada possa julgar por si mesmo:

    BANDEIRA:

    Olha com indulgência os homens
    Que se embriagam. Dize que tens
    Outros defeitos. Se quiseres
    Ter a paz, a serenidade,

    Volta-te para os deserdados
    Da existência, para os humildes
    Que sob o peso do infortúnio
    Gemem, e sentir-te-ás feliz.


    TORRIERI:

    Sê indulgente com os homens
    que se embriagam. Dize-lhes que
    outros defeitos têm. Se aspiras
    pela paz e a serenidade

    volta-te para os deserdados
    da existência, para os humildes,
    que ao peso da infelicidade
    gemem, e sentir-te-ás feliz.


    BANDEIRA:

    Procede sempre de maneira
    Que de tua sabedoria
    Nunca sofra o teu semelhante.
    Domina-te. Jamais te entregues

    À ira. Se queres chegar
    Um dia à paz definitiva,
    Sorri aos golpes do Destino,
    E nunca batas em ninguém.


    TORRIERI:

    Age sempre de modo tal
    que por tua sabedoria
    jamais teu semelhante sofra.
    Controla-te. Nunca te entregues

    à ira. Se queres um dia
    chegar à paz definitiva,
    sorri aos golpes do Destino
    e jamais batas em alguém.

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    1. baaaaarbaridade! e que bela descoberta a sua!
      preciso dar uma complementada nessa postagem com as notícias sobre a tradução de halima e a de gentil saraiva. farei um post com esse seu achado.
      essa história de trocar termos por seus sinônimos é tão torrieriana! apontei procedimento similar dele em "princípios de filosofia" de descartes e em "decamerão" de boccaccio, sempre pela hemus.

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  14. Anônimo21.4.17

    Olá! Na página http://alfredo-braga.pro.br/biblioteca/ há textos de autores diversos, como Cícero, Pirandello, Oscar Wilde, entre outros. Em alguns casos não há indicação do tradutor. Diz a página: "Algumas obras disponibilizadas nesta coleção não citam a autoria das traduções pois — por vários motivos como, por exemplo, incorreções gramaticais — precisaram de ser refeitas."

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  15. Anônimo21.4.17

    Olá! Na página http://alfredo-braga.pro.br/biblioteca/ há textos de autores diversos, como Cícero, Pirandello, Oscar Wilde, entre outros. Em vários casos não há indicação do tradutor. Diz a página: "Algumas obras disponibilizadas nesta coleção não citam a autoria das traduções pois — por vários motivos como, por exemplo, incorreções gramaticais — precisaram de ser refeitas."

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  16. Boa tarde, Denise!
    Qual tradução do Rubaiyat você recomenda? Qual é a editora?
    Um grande abraço!

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