23 de abr de 2014

salve, jorge

e porque hoje é dia de são jorge, padroeiro do blog, uma bela gravura de marcelo grassmann:



palestra em santos


dia 7 de maio, às 20 horas, vou dar uma palestra sobre tradução literária na unisantos, campus dom idílio.
estão todos convidados!

20 de abr de 2014

garcía márquez no brasil

I.

numa tentativa de montar um painel geral das obras de garcía márquez publicadas no brasil, segue uma listagem com seus respectivos tradutores:
  • eliane zagury: cem anos de solidão (sabiá; josé olympio); cheiro de goiaba: conversas com plinio apuleyo mendoza
  • joel silveira: o veneno da madrugada; o enterro do diabo; textos do caribe
  • danúbio rodrigues: ninguém escreve ao coronel
  • edson braga: os funerais da mamãe grande
  • antônio callado: o amor nos tempos do cólera
  • moacir werneck de castro: o general em seu labirinto; do amor e outros demônios
  • léo schlafman: obras jornalísticas: crônicas (1961-1984) 
  • remy gorga filho: a última viagem do navio fantasma (obras jornalísticas, vol. 2); olhos de cão azul; crônica de uma morte anunciada; relato de um náufrago; a incrível e triste história da cândida erêndira e sua avó desalmada; o outono do patriarca; textos andinos (1954-1955); um senhor muito velho com umas asas enormes
  • eric nepomuceno: cem anos de solidão (record); a aventura de miguel littin clandestino no chile: uma reportagem; doze contos peregrinos; gabriel garcía márquez conta como contar um conto; noticia de um sequestro; viver para contar; memória de minhas putas tristes.

aqui cabe notar que uma fonte de consulta importante, a saber, o dicionário de tradutores literários (ditra, mantido pela pós-graduação de estudos da tradução da ufsc, aqui), traz alguns deslizes que podem confundir seus consulentes. na listagem do ditra, as traduções de a última viagem do navio fantasma, de um senhor muito velho com umas asas enormes e relato de um náufrago constam tanto na ficha de eric nepomuceno quanto na de remy gorga filho. na verdade, como o próprio nepomuceno confirmou em e-mail pessoal, elas são de autoria de remy gorga filho. outro lapso no registro do ditra é o general em seu labirinto, tradução também atribuída a nepomuceno. na verdade, foi feita por moacir werneck de castro.

por fim, ainda no registro de nepomuceno no mesmo dicionário da pget/usfc, vêm especificados alguns contos - "maria dos prazeres", "o verão feliz da senhora forbes" e "a luz é como a água" - que fazem parte do volume doze contos peregrinos, já presente na lista, sendo, portanto, desnecessário destacá-los como títulos individuais.


II.

a primeira editora a publicar garcía márquez no brasil foi a efêmera sabiá (1966-1972), de fernando sabino e rubem braga.

a sabiá publicou cinco obras suas. não rastreei direito as datas, mas tenho a impressão de que a primeira foi o veneno da madrugada ("la mala hora"), em tradução de joel silveira. as demais são:

- o enterro do diabo ("la hojarasca"), também em tradução de joel silveira
- ninguém escreve ao coronel, em tradução de danúbio rodrigues
- os funerais da mamãe grande, em tradução de édson braga
- e, claro, cem anos de solidão, em tradução de eliane zagury.

todas essas edições da sabiá eram ilustradas por carybé, com desenhos lindíssimos. segue a galeria de capinhas e uma das mais conhecidas ilustrações de carybé (em cem anos de solidão):








atualização em 21/4: a coordenação da pget, responsável pela elaboração do ditra, se prontificou a fazer as devidas correções.

18 de abr de 2014

garcía márquez e tradução

a (n.t.) publica em homenagem póstuma a gabriel garcía márquez um texto seu chamado "os pobres tradutores bons", disponível aqui.

fiquei com um pouco de vergonha "pátria" ao final do artigo, quando garcía márquez louva as traduções de gregory rabassa para o inglês e apresenta como contraste uma tradução brasileira:
a fidelidade [de rabassa] é mais complexa que a literalidade simples. Nunca faz uma explicação em pé de página, que é o recurso menos válido e por desgraça o mais acudido nos maus tradutores. Nesse sentido, o exemplo mais notável é o do tradutor brasileiro de um de meus livros, que ofereceu à palavra astromélia uma explicação em pé de página: "flor imaginária inventada por García Márquez". O pior é que mais tarde li, não sei onde, que as astromélias não só existem − como todo mundo no Caribe sabe − como também seu nome é português. 


não sei a que obra nem a que tradutor ele se refere, mas essa de fato foi triste.

traduções de clarice lispector



a revista belas infiéis, da unb, publicou em seu último número um levantamento das traduções e adaptações de traduções de terceiros, feitas por clarice lispector, realizado por rony cardoso ferreira, disponível aqui.



14 de abr de 2014

Freud no Brasil

Saiu "Curiosidades freudianas (1931-1969)", artigo meu sobre várias edições pouco conhecidas de Freud no Brasil, no último número da revista Belas Infiéis, da pós-graduação em tradução da Universidade de Brasilia. Disponível aqui.