26 de fev de 2015

skoob e créditos de tradução

reproduzo um aviso importante:
Olá, Denise,

Sabe o Skoob, a rede social mais usada por leitores no país? Além de ser rede social, ela se tornou uma IMENSA base de dados de obras publicadas no Brasil. Misteriosamente, quando acrescentamos um livro novo, não há mais o campo para preenchermos com o nome de quem traduziu. A mesma coisa acontece quando pedimos para editar o cadastro de algum livro que já está na base de dados. 
Já falei com eles no tuíter e por email, questionando o problema, mas não tive retorno. Achei um absurdo! Acompanho seu blog há muitos anos e sei que você tem voz ativa, lembro quando a Folha começou a colocar o nome dos tradutores nas resenhas depois de um movimento do blog. Será que você poderia falar com eles de alguma maneira?  
Um abraço, Luis Sérgio Jannini 

em meu entender, está-se ferindo um artigo da lei de direitos autorais, que determina que citações e transcrições de trechos venham necessariamente acompanhadas do nome do autor da obra. como a própria LDA especifica, o tradutor é, a igual título e para todos os fins, autor (no caso, autor de uma obra derivada, a obra de tradução).

constatei que o site do skoob disponibiliza o primeiro capítulo de diversas obras, via site das respectivas editoras, o que, a meu ver, se caracteriza como citação referida na LDA. ao não nomear o autor da tradução, parece-me estar violando flagrantemente o direito moral que lhe é garantido por lei.

seria bom que o skoob revisse sua política para seu cadastramento de obras traduzidas, de modo a cumprir devidamente o que lhe compete em sua função social.

[isso para nem comentarmos o desserviço que o skoob, sonegando uma informação relevante, assim presta aos leitores e ao amadurecimento de uma consciência cultural no brasil, que reconheça claramente seus profundos vínculos com a palavra traduzida.]


3 de fev de 2015

belas infiéis

saiu mais um número da revista belas infiéis, do programa de pós-graduação em estudos de tradução da unb. disponível aqui.

sua seção "arquivos" traz o levantamento das traduções brasileiras de aleksandr púchkin, de 1933 a 2013, aqui.


2 de fev de 2015

literatura holandesa traduzida no brasil

daniel dago publica um levantamento atualizado das traduções de obras literárias holandesas, aqui.

1 de fev de 2015

manuel bandeira tradutor

uma ótima listagem das traduções feitas por manuel bandeira, que consta na "bibliografia do autor",  in poesia completa e prosa, nova aguilar, 2009, citada por aglaé maria araújo fernandes, poemas traduzidos do francês ao português por manuel bandeira, em sua tese de doutorado, ufsc, 2014 (pp. 33-36), disponível aqui.

A.    Poesia e teatro em verso:
• Poemas traduzidos, Rio de Janeiro: Revista Acadêmica, 1945; 2. ed. aumentada. Porto Alegre: Livraria Globo, 1948; 3. ed. revista e aumentada. Rio de Janeiro: José Olympio, 1956; 4. ed., 1976; Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1966 (a partir de 1966, com sucessivas reedições pela Ediouro e nas reedições e reimpressões de Estrela da vida inteira); Poesia Completa e Prosa, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2009.  
• Maria Stuart, de Schiller. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1955; Rio de Janeiro: Tecnoprint, [197-]; São Paulo: Abril Cultural, 1983 (também em Poesia e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1958, verso1).
• Auto Sacramental do Divino Narciso, de Soror Juana Inés de la Cruz. In: BANDEIRA, Manuel. Poesia e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1958, verso 1 ( 2. ed. em Estrela da tarde, 1963).
• Macbeth, de Shakespeare. Rio de Janeiro: José Olympio, 1961. São Paulo: Brasiliense, 1989 (também em Poesia e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1958, verso 1, e com sucessivas reedições pela Brasiliense).
• Mireia, de Frédéric Mistral. Rio de Janeiro: Delta, 1962. • Prometeu e Epimeteu, de Carl Spitteler. Rio de Janeiro: Delta, 1963. 2. ed. Rio de Janeiro: Ópera Mundi, 1971.
• Rubaiyat, de Omar Khayyan. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1965 (com sucessivas reedições e reimpressões).
• Poesias escolhidas, de Juan Ramón Jiménez. In: JIMÉNEZ, Juan Ramón. Platero e eu. Rio de Janeiro : Delta, 1969.
• Alguns poemas traduzidos. Rio de Janeiro: José Olympio, 2007.

B.     Teatro:
• O fazedor de chuva, N. Richard Nash (1957, inédita em livro).
• Colóquio-Sinfonieta, de Jean Tardieu (1958, inédita em livro).
• A casamenteira, de Thornton Wilder (1959, inédita em livro).
• D. João Tenório, de José Zorilla. Rio de Janeiro: Revista dos Tribunais, 1960.
• Torso arcaico de Apolo, de Rainer Maria Rilke. Salvador/ Dinamene, [197-].
• Pena ela ser o que é, de John Ford (1964, inédita em livro).
• O advogado do diabo, de Morris West (1964, inédita em livro).
• Juno e o pavão, de Sean O’Casey. São Paulo: Brasiliense, 1965.
• Os verdes campos do Éden, de Anônio Gala. Petrópolis: Vozes, 1965.
• A fogueira feliz, de J. N. Descalzo. Petrópolis: Vozes, 1965.
• Edith Stein na câmara de gás, de Gabriel Cacho. Petrópolis: Vozes, 1965.
• A máquina infernal, de Jean Cocteau. Petrópolis: Vozes, 1967.
• O círculo de giz caucasiano, de Bertold Brecht. São Paulo: Cosac Naify, 2002.

C.      Romance:
• O Calendário, de Edgard Wallace. São Paulo: Nacional, 1934.
• O tesouro de Tarzan, de Edgard Rice Borroughs. São Paulo: Nacional, 1934 (com sucessivas reedições).
• Nômades do Norte, de James Oliver Curwood. São Paulo: Nacional, 1935.
• Tudo se paga, de Elinor Glyn. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1935 (com sucessivas reedições).
• Mulher de brio, de Michael Arlen. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, [19--].
• Minha cama não foi de rosas: diário de uma mulher perdida, de Marjorie Erskine Smith.* Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1936.
• Aventuras maravilhosas do Capitão Corcoran, de Alfred Assolant. São Paulo: Nacional, 1936 (com sucessivas reedições).
• Gengis-Khan: romance do século XXI, de Hans Dominik. São Paulo: Nacional, 1936.
• O túnel transatlântico, de Bernhard Kellermann. São Paulo: Nacional, 1938.
• Seu único amor, de Elino Glyn. São Paulo: Nacional, 1948 (com sucessivas reedições).
• A prisioneira, de Marcel Proust. Porto Alegre: Globo, 1951. Em coautoria com Lourdes Sousa de Alencar (com sucessivas reedições).

D.    Biografia e ensaio:
• A educação do caráter, de Jean de Vignes Rouges. São Paulo: Nacional, 1936.
• A vida de Shelley, de André Maurois. São Paulo: Nacional, 1936 (com sucessivas reedições e reimpressões, atualmente pela Record com o título Ariel ou a vida de Shelley).
• A vida secreta de d’Annunzio, de Tom Antongine. São Paulo: Nacional, 1939.
• As grandes cartas da história, desde a Antiguidade até os nossos dias, de M. Lincoln Schuster. São Paulo: Nacional, 1942.
• Um espírito que se achou a si mesmo, de Clifford Whittingham Beers. São Paulo: Nacional, 1942 (com sucessivas reedições e reimpressões).
• A aversão sexual no casamento, de Theodor H. van de Velde. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1953.
• Reflexões sobre os Estados Unidos, de Jacques Maritain. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1959.

* aqui, no levantamento citado pela pesquisadora, o autor da obra consta como orson welles, a partir das iniciais do colaborador de erskine, que assinou apenas como o.w., e que, ao que parece, deu a redação às memórias compiladas pela autora em sua vida de prostituição. graças a rosa freire d'aguiar, foi possível rastrear a autoria correta dessa autobiografia.


aqui um artigo interessante de xosé manuel dasilva, "manuel bandeira, traductor de poetas en español al portugués de brasil".