3 de dez de 2017

as traduções de millôr fernandes



Traduções Publicadas

Aristófanes. Lisístrata: a greve do sexo. [Por: Millôr Fernandes]. São Paulo: Abril Cultural, 1977. 123 p. (Lisístrata). Texto teatral traduzido e adaptado por Millôr Fernandes.

Bloch, Arthur. A completa lei de Murphy: se alguma coisa dá certo é porque alguma coisa deu errado!. [Por: Millôr Fernandes]. Rio de Janeiro: Record, 1996. 204 p. (The complete Murphy's law). Tradução e transubstanciação por Millôr Fernandes. Ilustrações de Jaguar [ Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe].

Brecht, Bertolt. O s enhor Puntila e seu criado Matti. [Por: Millôr Fernandes]. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1966. 214 p. (Herr Puntila und sein Knecht Matti).

Buck, Pearl S. A estirpe do dragão. [Por: Millôr Fernandes]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1942. (Dragon seed). Romance.

Eurípides. Medéia. [Por: Millôr Fernandes]. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004. Tradução e transubstanciação de Millôr Fernandes. Peça teatral.

Fassbinder, Rainer Werner. As lágrimas amargas de Petra von Kant. [Por: Millôr Fernandes]. Porto Alegre: L&PM, 1983. 128 p. (Die Tränen der Petra von Kant). Peça teatral.

Fassbinder, Rainer Werner. Afinal, uma mulher de negócios. [Por: Millôr Fernandes]. Porto Alegre: L&PM, 1983. 128 p. (Bremer Freiheit). Texto teatral.

Hope, Bob. Nunca saí de casa. [Por: Millôr Fernandes]. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1945. 234 p. (I never left home). Romance.

Molière [Jean-Baptiste Poquelin de Molière]. Escola de mulheres. [Por: Millôr Fernandes]. Rio de Janeiro: Nórdica, 1973. 116 p. (L' école des femmes). Texto teatral.

Molière [Jean-Baptiste Poquelin de Molière]. Tartufo, Escola de mulheres e O burguês fidalgo. [Por: Millôr Fernandes]. São Paulo: Abril Cultural, 1980. 429 p. (Le tartuffe, L école des femmes, Le bourgeois gentilhomme). Texto teatral.

Molière [Jean-Baptiste Poquelin de Molière]. Don Juan: o convidado de pedra. [Por: Millôr Fernandes]. Porto Alegre: L&PM, 1994. (Don Juan). Tradução e adaptação de texto teatral por Millôr Fernandes.

Molière [Jean-Baptiste Poquelin de Molière]. As eruditas. [Por: Millôr Fernandes]. Porto Alegre: L&PM, 2003. 150 p. (Les femmes savantes). Tradução e adaptação de texto teatral por Millôr Fernandes.

Monterroso, Augusto. A ovelha negra e outras fábulas. [Por: Millôr Fernandes]. Rio de Janeiro: Record, 1983. (La oveja negra y demás fábulas). Ilustrações de Jaguar [ Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe]. Fábula.

Patrick, Robert. Os filhos de Kennedy. [Por: Millôr Fernandes]. Rio de Janeiro: Nórdica, 1975. (The sons of Kennedy). Texto teatral.

Pinter, Harold. A volta ao lar: peça em dois atos. [Por: Millôr Fernandes]. São Paulo: Abril Cultural, 1976 (1967). 131 p. (The homecoming). Texto teatral.

Racine, Jean. Fedra. [Por: Millôr Fernandes]. Porto Alegre: L&PM, 1986. (Phèdre). Texto teatral.

Shakespeare, William. A megera domada. [Por Millôr Fernandes]. Rio de Janeiro: Letras e Artes, 1965. (The taming of the shrew). Texto teatral.

Shakespeare, William. O rei Lear. [Por: Millôr Fernandes]. Porto Alegre: L&PM, 1981. (King Lear). Texto teatral.

Shakespeare, Wiliam. Hamlet. [Por: Millôr Fernandes]. Porto Alegre: L&PM, 1988. 198 p. (Hamlet). Peça teatral.

Shakespeare, William. As alegres matronas de Windsor. [Por: Millôr Fernandes]. Porto Alegre: L&PM, 1995. 207 p. (The merry wives of Windsor). Texto teatral.

Sófocles. Antígona. [Por: Millôr Fernandes]. São Paulo: Paz e Terra, 1996. 56 p. (Antigone). Texto teatral.

Synge, John Millington. O prodígio do mundo ocidental. [Por: Millôr Fernandes]. São Paulo: Brasiliense, 1968. 82 p. (The playboy of the western world). Prefácio de Sabato Magaldi. Texto teatral.

Tchekhov, Anton Pavlovitch. O jardim das cerejeiras. [Por: Millôr Fernandes]. Porto Alegre: L&PM, 1983. 75 p. (Vishnëviy sad). Coleção Teatro de Millôr Fernandes.

Vargas Llosa, Mário. A senhorita de Tacna. [Por: Millôr Fernandes]. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1981. 86 p. (La senorita de Tacna). Texto teatral.

fonte: ditra, aqui


abaixo, a listagem de traduções para o teatro - depois de encenadas, mantiveram-se na grande maioria inéditas e não chegaram a ser publicadas em livro. as que foram publicadas constam também na relação acima.

Traduções para o teatro

1960 – O prodígio do mundo Ocidental, de John M. Synge ( Brasiliense, Coleção Teatro Universaaal, vol. 30)
1961 – Gente como nós, de Irwin Shaw
1963 – Marat Sade, de Peter Weiss
1964 – Pequenos assassinatos, de Jules Pfeifer
1965 – Escola de mulheres, de Molière
1966 – A Megera domada, de W. Shakespeare (1998 – L&PM POCKET)
1967 – Lisistrata, de Aristófanes (2003 – L&PM POCKET)
1967 – A volta ao lar, de Harold Pinter
1967 – Blecaute, de Frederic Knott
1968 – A cozinha , de Arnold Wesker
1969 – Antígona, de Sófocles
1970 – Os rapazes da banda, de Mart Crowley
1971 – As eruditas, de Molière (2001 – L&PM POCKET)
1972 – Antigamente (Old times), de Harold Pinter
1975 – Os filhos de Kennedy, de Robert Patrick
1976 – Gata em telhado de zinco quente, de Tennessee Williams
1976 – Senhor Puntila e seu criado Matti, de Bertold Brechet
1977 – A calça (Die hose), de Carl Sternheim
1978 – Quem tem medo de Virginia Wolf?, de Edward Albee
1979 – Afinal, uma mulher de negócios, de Rainer W. Fassbinder
1979 – Palhaços de ouro, de Neil Simon
1980 – As alegres matronas de Windsor, de W. Shakespeare (1995 – L&PM POCKET)
1980 – Rei Lear, de W. Shakespeare (1997 – L&PM POCKET)
1980 – De quem é a vida, afinal?, de Brian Clark
1980 – A carta, de Somerset Maugham
1981 – As lágrimas amargas de Petra Von Kant, de Rainer W. Fassbinder
1981 – O jardim das cerejeiras, de Anton Tchekov (2006– L&PM POCKET)
1981 – A senhorita de Tacna, de Mario Vargas Llosa
1982 – Chorus line, de de Michael Bennet
1982 – A viúva alegre, de Victor Léon e Leon Stein (opereta)
1983 – A falecida senhora sua mãe, de George Feydeau
1983 – Piaf, de Pam Gems
1983 – Boa noite, mãe, de Marsha Norman
1984 – Grandes e pequenos, de Botho Strauss
1984 – Pô, Romeu!, de Efraim Kishom
1984 – Hamlet, de W. Shakespeare (1997 – L&PM POCKET)
1984 – Tio Vânia, de Anton Tchekov (2009 – L&PM POCKET)
1984 – Três histórias, de Dario Fó
1985 – Fedra, de Racine (2002 – L&PM POCKET)
1985 – O fetichista, de Michel Tournier
1985 – Imaculada, de Franco Scaglio
1985 – Sábado, domingo e segunda, de Eduardo de Filipo
1985 – Pigmaleão, de Bernard Shaw (2006 – L&PM POCKET)
1985 – Oh, Calcutá!, de Kenneth Tynan
1985 – Assim é, se lhe parece, de Luigi Pirandello
1986 – Quarteto, de Reinem Müller
1987 – O preço, de Arthur Miller
1987 – Filumena Marturano, de Eduardo de Filipo
1987 – Vestir os nus, de Pirandello
1988 – Encontrar-se, de Pirandello
1990 – O belo Antônio, de André Roussin
1994 – Don Juan, o convidado de pedra, de Molière (1997 – L&PM POCKET)
1996 – Anna Magnani, de Armand Meffre
1996 – Paloma de Jean Anouilh
1998 – Aula magna, de Terence McNally
1999 – Últimas luas, de Furio Bordon
2008 – A Celestina, de Fernando de Rojas (2008 – L&PM POCKET)

fonte: aqui (agradeço a daniel dago pela indicação)

outra listagem, esta disponível aqui:

Traduções
Romances
1942 – A estirpe do dragão (Dragon seed, de Pearl S. Buck. José Olympio Editora)
1945 – Nunca saí de casa (I never left home, de Bob Hope. Editora O Cruzeiro)
Fábulas
1983 – A ovelha negra e outras fábulas (de Augusto Monterroso. Editora Record. Ilustrações de Jaguar)
Textos teatrais
1958 – A fábula de Brooklin – Gente como nós (de Irwin Shaw)
1960 – O prodígio do mundo Ocidental (de John M. Synge)
1961 – Megera domada (de Shakespeare)
1961 – O velho ciumento (de Miguel de Cervantes)
1963 – Mary, Mary (de Jean Kerr)
1963 – Pigmaleão (de George Bernard Shaw)
1963 – As preciosas ridículas (de Molière)
1965 – Pequenos assassinatos (de Jules Feiffer)
1965 – A mulher de todos nós (de Henri Becque)
1965 – Escola de mulheres (de Molière)
1967 – Lisistrata (de Aristófanes)
1967 – Negra meobem (de François Campaux)
1967 – O assassinato da irmã Geórgia (de Frank Marcus)
1967 – Marat Sade (de Peter Weiss)
1967 – A volta ao lar (de Harold Pinter)
1967 – Blecaute (de Frederic Knott)
1968 – A cozinha (de Arnold Wesker)
1970 – Rapazes da banda (de Mart Crowley)
1971 – As eruditas (de Molière)
1972 – Antigamente (de Harold Pinter)
1974 – Antígona (de Sófocles)
1975 – Os filhos de Kennedy (de Robert Patrick)
1976 – Senhor Puntila e seu criado Matti (de Bertold Brechet)
1976 – Vivaldino, servidor de dois amos (de Carlo Goldoni)
1977 – A calça (de Carl Sternheim)
1978 – Quem tem medo de Virginia Wolf? (de Edward Albee)
1979 – Afinal, uma mulher de negócios – Liberdade em Bremen (de R. W. Fassbinder)
1979 – Palhaços de ouro (de Neil Simon)
1980 – O rei Lear (de Shakespeare)
1980 – De quem é a vida, afinal? (de Brian Clark)
1980 – Gata em telhado de zinco quente (de Tennessee Williams)
1980 – A carta (de Somerset Maugham)
1980 – Ó, Calcutá! (de Kenneth Tynan)
1981 – As lágrimas amargas de Petra von Kant (de R. W. Fassbinder)
1981 – Bunny’s Bar (de Josiane Balasko)
1981 – As alegres matronas de Windsor (de Shakespeare)
1981 – A senhorita de Tacna (de Mario Vargas Llosa)
1982 – Chorus line (de Michael Bennet)
1982 – Casamento branco (de Tadeusz Rozewicz)
1982 – Hedda Gabler (de Henrik Ibsen)
1982 – A viúva alegre (de Franz Lehar)
1983 – A falecida senhora sua mãe (de George Feydeau)
1983 – Piaf (de Pam Gems)
1983 – O jardim das cerejeiras (de Anton Tchekov)
1983 – Boa noite, mãe (de Marsha Norman)
1984 – Grande e pequeno (de Botho Strauss)
1984 – Pô, Romeu! (de Efraim Kishon)
1984 – Hamlet (de Shakespeare)
1984 – Tio Vânia (de Anton Tchekov)
1984 – Dédalo e Ícaro (de Dario Fo)
1984 – O sacrifício de Isaac (de Dário Fo)
1984 – A tigresa (de Dário Fo)
1984 – Gilda, um projeto de vida (de Noel Coward)
1984 – Madame Vidal (de Georges Feydeau)
1985 – Fedra (de Jean Racine)
1985 – O feitichista (de Michel Tournier)
1985 – Imaculada (de Franco Scaglia)
1985 – Sábado, domingo e segunda (de Edoardo de Filippo)
1985 – Assim é, se lhe parece (de Luigi Pirandello)
1986 – Quarteto (de Heiner Müller)
1986 – Quatro vezes Beckett (de Samuel Beckett)
1986 – Ensina-me a viver (de Collin Higgins)
1987 – O preço (de Arthur Miller)
1987 – Filumena Marturano (de Edoardo de Filippo)
1987 – Vestir os nus (de Pirandello)
1988 – Encontrarse (de Pirandello)
1987 – La mamma ou O belo Antônio (de Vitaliano Francatti)
1994 – Don Juan, o convidado de pedra (de Molière)
1996 – Anna Magnani (de Armand Meffre)
1996 – Paloma (de Jean Anouilh)
1996 – Master class (de Terence McNally)
1999 – Últimas luas (de Furio Bordon)
2001 – Fim de jogo (de Samuel Beckett)
Textos teatrais editados em livro
1965 – A megera domada (de Shakespeare. Letras e Artes)
1966 – Sr. Puntila e seu criado Matti (de Bertold Brecht. Civilização Brasileira)
1968 – O prodígio do mundo ocidental (de John Millington Synge. Brasiliense)
1973 – Escola de mulheres (de Molière. Nórdica)
1975 – Os filhos de Kennedy (de Robert Patrick. Nórdica)
1976 – A volta ao lar (de Harold Pinter. Abril Cultural)
1977 – Lisistrata (de Aristófanes. Abril Cultural)
1981 – O rei Lear (de Shakespeare. L&PM)
1981 – A senhorita de Tacha (de Mario Vargas Llosa. Francisco Alves)
1983 – Afinal, uma mulher de negócios – Liberdade em Bremen (de R. W. Fassbinder. L&PM)
1983 – As lágrimas amargas de Petra von Kant (de R. W. Fassbinder. L&PM)
1984 – Hamlet (de Shakespeare. L&PM)
1985 – Fedra (de J. Racine. L&PM)
1994 – Don Juan, o convidado de pedra (de Molière. L&PM)
1995 – As alegres matronas de Windsor (de Shakespeare. L&PM)
1996 – Antígona (de Sófocles. Paz e Terra)
2003 – As eruditas (de Molière. L&PM)

17 de nov de 2017

artigo

saiu no mais recente número da revista luso-brasileira InComunidade um artigo meu sobre berenice xavier (aliás, irmã de lívio xavier), responsável por belas e importantes contribuições para a tradução no brasil. disponível aqui.

9 de nov de 2017

breviário de afetos

uma notícia fabulosa, realmente excelente: o lançamento de breviário de afetos, de ivo barroso.




6 de nov de 2017

brenno silveira tradutor






Ciano, Galeazzo, ConteDiário do Conde Ciano, 1939-1943Cia. Editora Nacional1946
Merejkovski, Dmitry O romance  de Leonardo da VinciGlobo1946
Ferrero, GuglielmoHistória romanaMartins1947
Churchill, WinstonA Segunda Guerra Mundial, 4 v.Cia. Editora Nacional1948
Malta, D.A., e Jones, W.K.Sangue azul: comédia em três atosUnião Pan-Americana1948
Carnegie, DaleComo evitar preocupações e começar a viverCia. Editora Nacional1949
Twain, MarkUm ianque na corte do rei ArturBrasiliense1951
Vogt, WilliamO caminho da sobrevivênciaCia. Editora Nacional1951
Scott, WalterIvanhoéMartins1951
Thomas, Henry e Dana LeeVidas de grandes poetasGlobo1952
Franklin, BenjaminAutobiografia de Benjamin FranklinCia. Editora Nacional1953
Russell, BertrandEnsaios impopularesCia. Editora Nacional1954
Russell, BertrandDelineamentos da filosofiaCia. Editora Nacional1954
Russell, BertrandA ciência e a sociedadeCia. Editora Nacional1955
Russell, BertrandCaminhos para a liberdadeCia. Editora Nacional1955
Tira, EnsioA balsa do desesperoCia. Editora Nacional1955
Toynbee, ArnoldO mundo e o OcidenteCia. Editora Nacional1955
Carson, R.L.O mar que nos cercaCia. Editora Nacional1956
Russell, BertrandA conquista da felicidadeCia. Editora Nacional1956
Frischauer, PaulOuro verdeCivilização Brasileira1956
Kafka, FranzMetamorfoseCivilização Brasileira1956
Russell, BertrandO poder: uma nova análise socialCia. Editora Nacional1957
Russell, BertrandHistória da filosofia ocidental 3 vols.Cia. Editora Nacional1957
Greene, GrahamO americano tranquiloCivilização Brasileira1957
Russell, BertrandPor que não sou cristão e outros ensaiosLivraria Exposição do Livro1957
Doyle, Arthur ConanA curiosa história de Rodney StoneMelhoramentos1957
Radall, Thomas H.Uma luz para MarinaYpiranga1957
Russell, BertrandRetratos de memória e outros ensaiosCia. Editora Nacional1958
Crane, StephenO emblema rubro da coragemCivilização Brasileira1958
Shute, NevilA hora finalCivilização Brasileira1958
Doyle, Arthur ConanContos de ringue e de guerraMelhoramentos1958
Doyle, Arthur ConanContos de piratas. Contos da água azulMelhoramentos1958
Russell, BertrandLiberdade e organizaçãoCia. Editora Nacional1959
Greene, GrahamNosso homem em HavanaCivilização Brasileira1959
Nabokov, VladimirLolitaCivilização Brasileira1959
Poe, Edgar AllanAntologia de contos (org.)Civilização Brasileira1959
VV.AA.Antologia de contos de terror e do sobrenatural (org.)Civilização Brasileira1959
Russell, BertrandMeu pensamento filosóficoCia. Editora Nacional1960
Greene, GrahamQuem perde ganhaCivilização Brasileira1960
Remarque, Erich MariaO obelisco negroCivilização Brasileira1960
Nabokov, VladimirGargalhada na escuridãoBoa Leitura1961
Toynbee, ArnoldEstudos de história contemporâneaCia. Editora Nacional1961
Greene, GrahamTrem de IstambulCivilização Brasileira1961
Greene, GrahamUm caso liquidadoCivilização Brasileira1961
James, HenryOutra volta do parafusoCivilização Brasileira1961
Nabokov, VladimirA verdadeira vida de Sebastião Knight Civilização Brasileira1961
West, MorrisO advogado do diaboCivilização Brasileira1961
Fitzgerald, F. ScottEste lado do paraísoCivilização Brasileira1962
Fitzgerald, F. ScottO grande GatsbyCivilização Brasileira1962
Fitzgerald, F. ScottSeis contos da era do jazzCivilização Brasileira1962
Russell, BertrandTem futuro o homem?Civilização Brasileira1962
West, MorrisA filha do silêncioCivilização Brasileira1962
Mitchell, J.L.Os grandes exploradoresBoa Leitura1963
Faulkner, WilliamOs desgarradosCivilização Brasileira1963
Steinbeck, JohnO inverno da nossa desesperançaCivilização Brasileira1963
Michener, J.A.Volta ao paraísoMelhoramentos1964
Endore, GuyO coração e o espírito: a estória de Rousseau
e Voltaire
Cia. Editora Nacional1965
Stein, GertrudTrês vidasCultrix1965
Deutsch, BabetteWalt WhitmanMartins1965
Greene, GrahamOs comediantesCivilização Brasileira1966
House, K.S., et al.Panorama do romance americanoFundo de Cultura1966
Burdick, EugeneO mistério de NinaCivilização Brasileira1967
Hotchner, A. E.Papá HemingwayCivilização Brasileira1967
Russell, BertrandAutobiografia de Bertrand Russell, v. 1Civilização Brasileira1967
Cowley, MalcolmEscritores em açãoPaz e Terra1968
Wilde, OscarContos e novelas de Oscar Wilde (org.)Civilização Brasileira1970
French, W., e Kidd, W.A literatura americana e o Prêmio NobelCultrix1971
Henderson, DionNa montanhaCultrix1971

Notas:
(1) Com Ênio Silveira, Leônidas Gontijo de Carvalho e outros.
(2) Com Raul de Polillo.
(3) Com Raul de Polillo.
(4) Com José Paulo Paes.
(5) Com Luiz de Senna.

veja também brenno silveira tradutor, aqui.

agradeço a saulo von randow júnior pelas gentis contribuições.


1 de nov de 2017

the raven

muito interessante o exaustivo trabalho de helciclever vitoriano, andré luís gomes e sidelmar alves da silva kunz: Mapeamento Mundial de Traduções do poema "The Raven" de Edgar Allan Poe: um estudo preliminar, disponível aqui.



24 de out de 2017

série de poemas orientais



entre 1938 e 1942, a editora José Olympio manteve uma pequena coleção chamada "série de poemas orientais", um tanto esporádica, pela qual saíram sete títulos. já citei essa série ao comentar a coleção rubaiyát, pela mesma JO e, como sugeri anteriormente, tenho para mim que foi da "série de poemas orientais" que germinou e se desenvolveu o projeto mais consistente da rubaiyát. veja aqui.

os volumes publicados por aquela coleção inicial foram:

rubaiyát, de omar khayyam, em tradução de octavio tarquinio de souza, em 1938
o cântico dos cânticos, atribuído a salomão, em tradução de augusto frederico schmidt, em 1938
o jardim das carícias, a partir de franz toussaint, em tradução de adalgisa nery, em 1938
o gitanjali, de rabindranath tagore, em tradução de guilherme de almeida, em 1939
o jardineiro, de rabindranath tagore, em tradução de guilherme de almeida, em 1939
a lua crescente, de rabindranath tagore, em tradução de abgar renault, em 1942
a flauta de jade (poesias chinesas), a partir de franz toussaint, em tradução de mauro de freitas, em 1942

todos eles vieram a ser republicados em datas variadas na coleção rubaiyát.


22 de out de 2017

thoreau e poe

saiu um breve artigo meu sobre thoreau e poe, na segunda edição da deriva. disponível aqui.




17 de out de 2017

ainda primavera das neves

saiu um breve artigo meu sobre primavera das neves na revista InComunidade, ano 4, edição 61, outubro de 2017 - disponível aqui.


17 de set de 2017

pitadas de thoreau em walden


um artigo meu na revista InComunidade, ano 4, edição 60, setembro de 2017:
"pitadas de thoreau em walden", disponível aqui.


7 de set de 2017

quem foi luiz de andrade? artigo


matéria no suplemento pernambuco com meus palpites sobre a identidade de "luiz de andrade", responsável pela primeira tradução da utopia no brasil: disponível aqui.



artigo sobre crime e castigo

americana, 1930 - capa de di cavalcanti


neste último número dos cadernos de tradução da ufsc, saiu meu artigo sobre as bizarras circunvoluções em que, durante mais de oitenta anos, esteve metido o pobre do "crime e castigo" de dostoiévski no brasil. disponível aqui.


2 de set de 2017

sade no brasil



transcrevo abaixo o levantamento das obras de sade no brasil, feito por rodrigo d’avila braga silva e disponível aqui. está disposto em ordem cronológica de publicação.

[eliminei menções repetidas quando se referiam à reedição da mesma obra pela mesma editora e na mesma tradução. acréscimos meus vêm marcados entre colchetes, com db]

CORPUS LITERÁRIO DAS OBRAS DE SADE NO BRASIL

SADE, Marquês de. Novelas. [Contém também "Deve-se queimar Sade?", ensaio de Simone de Beauvoir, "Sade no Brasil", de Jamil Almansur Haddad, e nota de orelha de Lívio Xavier. Tradução de Augusto de Sousa e Fernando Correia da Silva - db] São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1961.
__________. Zoloé e suas duas amantes. Tradução de Maria José Fialho Londres. Rio de Janeiro: Gráfica Record Editôra, 1968a.
__________. Justine ou os infortúnios da virtude. Tradução de D. Accioly. Rio de Janeiro: Saga, 1968b.
[__________. A filosofia na alcova. Tradução de Martha Haecker. Rio de Janeiro: JCM, 1968 - db]
__________. A filosofia na alcova ou escola de libertinagem. 3. ed. Tradução de Aloísio Costa. Brasília: Coordenada Editora de Brasília, 1969a. [1968 - db]
__________. Aline e Valcour. Tradução de Rubem Rocha Filho. Rio de Janeiro: José Álvaro, 1969b.
__________. O livro negro do amor ou a sensualidade ao alcance de todos. São Paulo: HEMUS, 1969c.
__________. Os 120 dias de Sodoma. Tradução de João M. P. de Albuquerque. São Paulo: HEMUS, 1969d.
__________. Os crimes do amor. Traduzido por: Regina Richards e Lino Tavares. Brasília, DF: Coordenada, 1970.
__________. A divina marquesa. Traduzido por: Aluísio F. Ciano. São Paulo: Golfinho, 1975.
__________. A filosofia na alcova, ou os preceptores imorais. Traduzido por R.G. São Paulo: Gama, 1980a.
__________. Escola de libertinagem. Traduzido por Aguinaldo Silva. Rio de Janeiro: Esquina, 1980b.
__________. O marido complacente: historietas, contos e exemplos. Traduzido por Paulo Hecker Filho. Porto Alegre: L&PM, 1985.
__________. A filosofia na alcova. Traduzido por Mary Amazonas Leite de Barros. São Paulo: Círculo do Livro, 1988a.
__________. Ciranda dos libertinos. Traduzido por Luiz Augusto Contador Borges. São Paulo: Max Limonad, 1988b.
[_________. Horas de prazer (antologia de vários autores). São Paulo: Clube do Livro, 1988 - db]
__________. Justine: os sofrimentos da virtude. Traduzido por Gilda Stuart. São Paulo: Círculo do Livro, 1989c.
__________. Os crimes do amor e a arte de escrever ao gosto do público. Traduzido por Magnólia Costa Santos. Porto Alegre: L&PM, 1991.
MORAES, Eliane Robert; SADE, Donatien Alphonse François de. Marquês de Sade: um libertino no salão dos filósofos. São Paulo: EDUSC, 1992. [Contém a novela Eugénie de Franval - db]
SADE, M. de. Contos libertinos. Traduzido por Plínio Augusto Coêlho e Alípio Correia de Franca Neto. São Paulo: Imaginário, 1992.
__________. A filosofia na alcova. Salvador: Ágalma, 1995b.
__________. A filosofia na alcova. Traduzido por Luiz Augusto Contador Borges São Paulo: Iluminuras, 1995c.
__________. Discursos ímpios. Traduzido por Plínio Augusto Coêlho. São Paulo: Imaginário, 1998a.
__________. O presidente ludibriado. Traduzido por Sérgio Coelho. Rio de Janeiro: Scrinium, 1999.
__________. Diálogo entre um padre e um moribundo. Traduzido por Alain François. São Paulo: Iluminuras, 2001a.
__________. Os 120 dias de Sodoma ou a escola da libertinagem. Tradução de Alain François. São Paulo: Iluminuras, 2006.
__________. Cartas de Vincennes: um libertino na prisão. Traduzido por Gabriel Giannattasio. Londrina, PR: Eduel, 2009a.
__________. O corno de si próprio e outros contos. Traduzido por Plínio Augusto Coêlho. São Paulo: Hedra, 2009b.
__________. Os infortúnios da virtude. Traduzido por Celso Mauro Paciornik. São Paulo: Iluminuras, 2009c.
__________. Franceses, mais um esforço se quiserdes ser republicanos. Traduzido por Plínio Augusto Coêlho. São Paulo: Ateliê Editorial, 2010.
__________. A filosofia na alcova. Edição privada e fora do comércio, [S.l.: s.n.]

18 de ago de 2017

nabokov no brasil


há aqui um levantamento interessante, embora parcial, das obras de vladimir nabokov traduzidas no brasil [e também em portugal], incluindo imagens de capa. agradeço a graziela schneider pelo link.


15 de ago de 2017

ecos de portugal no brasil, IV

"O pato selvagem e o pato doméstico, outrora pertencentes à ordem dos anseriformes e à família dos anatidae, a partir do começo do século XX sofreram uma curiosa mutação em Portugal e passaram a pertencer à ordem dos passeriformes e à família dos fringillidae."

saiu meu artigo sobre as contrafações de darwin no brasil em InComunidade, disponível aqui.

3 de ago de 2017

lima barreto traduzido na flip

uma súmula das traduções da obra de lima barreto, aqui.



1 de ago de 2017

mein kampf no brasil, 2

eliane hatherly paz, da puc-rio, apresenta um interessantíssimo artigo detalhando o histórico da edição de mein kampf, de adolf hitler, lançada pela livraria do globo: "Minha Luta no Brasil: Editora Globo, 1934-1942", disponível aqui.

capa da 1a. edição, 1934


para a trajetória dessa tradução do major ibiapina, a única, aliás, existente até hoje no brasil, veja a postagem "mein kampf no brasil", aqui.


26 de jul de 2017

lima barreto em tradução



no embalo da flip 2017, que tem lima barreto como o homenageado, montei um levantamento das traduções de obras de lima barreto, em livro físico e/ou digital.

"lima barreto em tradução" está disponível aqui.



16 de jul de 2017

ecos de portugal no brasil, III

saiu a edição deste mês da revista digital luso-brasileira InComunidade, disponível aqui.

meu artigo, "ecos de portugal no brasil, III", trata d'as aventuras do sr. pickwick, de charles dickens, lá e cá.
disponível aqui.



  


5 de jul de 2017

checagem de fontes: ainda luís de andrade e a utopia

uma coisa que eu queria expor um pouco: alguém pode achar que isso de checar atribuição é procurar pelo em casca de ovo. por exemplo, que qualquer mínima relevância tem que "luís de andrade" aparecesse como "luís de carvalho paes de andrade" na catalogação da usp? um pequenino lapso, tudo bem, só isso. vide a questão aqui.

é que as coisas costumam se compor dentro de um quadro maior. e minha questão é que, na extensa pesquisa que estou fazendo sobre a editora athena em sua fase heroica, digamos assim (1935-1939), vem-se configurando um conjunto de elementos unidos por certa coerência própria. por exemplo, evidenciou-se que um traço definidor da athena era operar como uma espécie de rede de apoio, inclusive de subsistência, para militantes e perseguidos políticos, sobretudo trotskistas, durante o estado novo.

na prática, isso significava, entre outras coisas, fornecer trabalho constante - em particular de tradução - para os intelectuais perseguidos pelo regime. estando alguns encarcerados, suas traduções eram publicadas sob pseudônimo, como já comentei várias vezes.

assim, não fazia o menor sentido na minha cabeça que petraccone (o editor proprietário da athena) se pusesse a publicar traduções em domínio público, pois a troco do quê? isso contrariaria toda a prática da editora naqueles anos e escaparia ao sentido de se manter uma rede de apoio material aos militantes.

de mais a mais, nunca, jamais, em momento algum eu havia encontrado qualquer referência a uma tradução da "utopia" de thomas more que fosse anterior à da athena (lançada em 1937).

além disso, nunca, jamais, em momento algum encontrei qualquer referência a qualquer atividade de tradução do chefe-mor da alfândega portuária pernambucana no período do império, o engenheiro luís de carvalho paes de andrade.

ainda por cima, qualquer um que leia a utopia traduzida pelo luís de andrade athenense verá uma prosa muito clara, muito límpida e desadornada, sem qualquer vezo oitocentista, despojadamente moderna, diria eu. e a hipótese meio descabelada  de uma "revisão" e "atualização" faria ainda menos sentido. para que deixar de fornecer trabalho a militantes desempregados e/ou presos, para que publicar traduções em DP; e, como se não bastasse, gastar tempo e dinheiro para encomendar um copidesque numa vetusta tradução? muita forçação de barra, um complica-que-nada-explica.

some-se a isso a existência de várias traduções da athena publicadas com pseudônimo e - tirando a exceção do bizarro "blásio demétrio" [i.é, fúlvio abramo] - parecia-se dar preferência a nomes bastante anódinos: paulo de oliveira, j.l. moreira, jorge da silva... e, não seria implausível supor, luís de andrade.

mas aí surge a inesperada identificação bibliográfica entre o luís da athena e o luís dos portos imperiais. não posso de boa-fé descartar indícios só porque contrariam minha hipótese de trabalho. tenho de apurar. e por isso pareceu-me que uma via possível de apurar a veracidade dessa identificação seria buscar sua fonte original. daí então o contato com os autores que haviam citado essa identificação, o contato posterior com a entidade catalogadora que estabelecera a identidade entre os dois luíses e daí minha sensação de que - confirmado o erro de registro catalográfico - as coisas podiam voltar a fazer sentido.

em tempo: até existe um luiz de andrade (1849-1912) autor de algumas obras, mas, tal como no caso do outro luiz oitocentista, nada, absolutamente nada indica que tenha a mais remota relação com o nosso luís de andrade tradupor d'a utopia.


4 de jul de 2017

novo blog

preparando-me para começar a tradução de utopia, de thomas more, criei um blog de acompanhamento. chama-se utopia, e está aqui.

ufa


eu tinha ficado encafifadíssima com uma indicação que vi em alguns artigos sobre nossa primeira tradução brasileira de utopia, de 1937. segundo essa indicação, o tradutor luís de andrade (na época grafado com z, luiz) seria o engenheiro e escritor pernambucano luiz de carvalho paes de andrade (1814-1887).

por várias razões que exporei em outro post, a coisa não fazia o menor sentido para mim. fui atrás. bom, após algumas consultas, descobri que a origem exclusiva da referência era a ficha catalográfica da obra registrada no sistema dedalus, da usp.

escrevi para lá, pedindo que me informassem de onde haviam extraído aquela bendita informação de que luiz de carvalho paes de andrade (o qual, até onde sei, jamais traduziu uma única linha) teria sido o tradutor de utopia (a qual, até onde sei, jamais fora publicada no brasil antes de 1937, muito menos no século XIX).

claro que não comentei nada disso em minha consulta. apenas pedi a fonte da referência. não sei que diligências fizeram, nem como rastrearam o lapso e/ou a origem do lapso. mas hoje veio a resposta muito gentil e atenciosa, que reproduzo:
Desculpe a demora em responder. Encaminhei a sua dúvida para o nosso Processamento Técnico e eles fizeram a correção no Sistema. Realmente estava incorreto: o autor secundário não era este Andrade, Luiz de Carvalho Paes de, 1814-1887.
fica então o registro e o aviso aos navegantes: luiz de andrade, tradutor d' a utopia pela athena editora e sucessivas reedições em outras casas editoriais até data recente, não é - e, até prova em contrário, não tem nada a ver com - luiz de carvalho paes de andrade. qualquer menção nesse sentido pode ser, a meu ver, solenemente desconsiderada.

agora, quem era, quem foi luiz de andrade tradutor d' a utopia, é assunto de outra conversa.


2 de jul de 2017

denise na zunái


meio em paralelo, alguns poemas meus na revista zunái, de julho 2017, aqui.


24 de jun de 2017

mais dois russos

acrescentem-se à bibliografia russa traduzida no brasil (1900-1950), aqui, os seguintes títulos:

- fiódor gladkov, a nova terra - diário de uma professora, pela athena, 1935. não localizei o nome do tradutor. por provável interposição da tradução espanhola de piedade lifchuz (madri, 1931).

- leonid andréiev, judas iscariotes, pela norte, 1942. sem créditos de tradução, porém reproduz a de georges selzoff e allyrio meira wanderley (1931).





o drama da coisa - e aí, como faz?


hoje recebi o depoimento de um amigo, sério e dedicado bibliotecário, que reproduzo abaixo - quando a gente diz que livro não é produto perecível e que os efeitos deletérios das edições fraudadas se contam por décadas e décadas a fio, é mais ou menos isso.

Como você sabe, trabalho numa Biblioteca Pública.
No mês passado, uma jovem usuária que começou a fazer Ciências Sociais veio me pedir algumas orientações sobre diferenças de edições de um mesmo livro, editoras etc.
Expliquei o que é edição / impressão e a alertei sobre a editora Martin Claret.
Ela comentou que iam estudar um clássico do liberalismo - LOCKE -, e levou o exemplar da Biblioteca - coleção os Pensadores.
Durante a aula, a colega que estava sentada ao lado com um exemplar da editora Martin Claret não conseguiu acompanhar a aula, pois o trecho havia sido interrompido/omitido por uma frase extremamente/porcamente resumida. Uma frase para terminar o parágrafo, mas que omitia toda uma argumentação do autor (era o x da aula - a argumentação do autor) que ocupava algo em torno de 2 páginas. Olhe só, 2 páginas de um texto de ciência política sintetizadas em uma frase sem muito sentido...
Realmente a editora Martin Claret continua provocando sérios problemas para os compradores dos seus livros.
Tenho alertado todos os usuários para que não usem /comprem livros desta editora.
Repassei para todas as Bibliotecas da rede da Prefeitura de São Paulo um aviso sobre esses e outros problemas que tenho visto. A grande maioria dos meus colegas desconhecia esses problemas. Acho que é natural que isto aconteça. Acabamos ficando presos na rotina do dia-a-dia na biblioteca do bairro e não prestamos atenção a esse tipo de problema. Tenho a impressão de que nosso setor de seleção e aquisição sabia dos problemas (tanto que nunca comprou nada da editora), mas não emitiu nenhum aviso para não aceitarmos doações de usuários desta editora. 

23 de jun de 2017

mais cinco autores e suas respectivas estreias em livro no brasil

Schopenhauer, 1887: 

O primeiro volume de Schopenhauer a ser publicado no Brasil em tradução brasileira foi Metaphysica do amor. Esboço sobre as mulheres (Pensamentos e fragmentos). A tradução ficou a cargo de Manuel Coelho da Rocha, muito provavelmente tomando por interposição a versão francesa de Jean Bourdeau (1880), Pensées e fragments. Foi publicada pela editora Laemmert em 1887.

A Semana, 1887, ed. 0144


Sua quarta edição em 1904, pela Bibliotheca Philosophica da Laemmert, vem, como consta em sua nova capa, "augmentada com um appendice sobre a pederastia". Essa tradução de M.C. da Rocha foi reeditada pela Cultura Moderna em 1938.



Para um histórico de Schopenhauer no Brasil, veja-se aqui.


Tolstói, 1890:

A obra que inaugurou Tolstói em livro no brasil foi A sonata de Kreutzer, em tradução de Visconti Coaracy. Foi publicada em 1890 pela B.-L. Garnier e serializada no Diário de Notícias logo após seu lançamento, de dezembro de 1890 a janeiro de 1891.

Essa edição se reveste de grande importância, e tanto maior por ter sido a primeira publicação em livro de um autor russo no Brasil, assim inaugurando a fértil bibliografia que veio a se multiplicar algumas décadas depois entre nós.

Infelizmente não obtive imagem de capa. Sobre a fortuna bibliográfica de Tolstói no Brasil, veja-se aqui.


Hegel, 1936:

A primeira obra integral de Hegel traduzida e publicada no Brasil foi a Enciclopédia das ciências filosóficas, em três volumes, pela Athena Editora, em 1936. A tradução coube a Lívio Xavier, e não me parece impossível que tenha sido feita a partir da tradução espanhola de Eduardo Ovejero y Maury. Teve diversas reedições.



Jane Austen, 1940:

Somente em 1940 sai no Brasil a primeira tradução de um livro de Jane Austen. Trata-se de Orgulho e preconceito, em tradução de Lúcio Cardoso. Teve inúmeras reedições e foi objeto de apropriação fraudulenta pela editora Best-Seller, como apontei aqui e aqui.


Para outras traduções feitas por Lúcio Cardoso, veja-se aqui.


Emily Dickinson, 1945:

Os primeiros poemas de Emily Dickinson a ser traduzidos e publicados em livro no Brasil foram "I never lost as much but twice", "I died for Beauty – but was scarce", "This quiet Dust was Gentlemen and …", "I never saw a Moor" e "My life closed twice before its close", apanhados na seção "Cinco poemas de Emily Dickinson" em Poemas traduzidos, por outro grande nome de nossas letras: Manuel Bandeira. Poemas traduzidos teve sua primeira edição em 1945, pela R.A. [Revista Acadêmica].




Vide também o post anterior sobre outros cinco autores aqui.

19 de jun de 2017

um novo rubaiyat

ivo barroso concede a seus leitores e admiradores a oportunidade de conhecer 28 ruba'i de khayyam de sua lavra, numa bela e cuidadosa edição:







mais um russo no brasil, 1900-1950

acrescente-se à bibliografia russa traduzida no brasil entre 1900 e 1950, aqui:

quero!, de aleksandr ostapovich avdeenko, romance publicado pela athena editora em 1937. embora não constem os créditos, a tradução foi feita por heitor ferreira lima (dirigente do pcb).

o título adotado em português - quero! para o original ia liubliù, isto é, "eu amo", tal como na tradução inglesa da obra, i love (1935), ou na francesa, j'aime (1944) - parece sugerir que heitor ferreira lima se baseou na tradução espanhola !quiero!. esta foi publicada em 1935 pela ediciones europa-américa, madri, da linha comunista soviética a que também se filiava o pcb.

sobre a europa-américa madrilenha, vide um artigo interessante aqui.

"Instrumento soviético de agitprop en lengua española creado tras el VI Congreso de la Komintern (Moscú, julio-septiembre 1928). Ediciones Europa-América inicia su actividad en París (“París-Buenos Aires”), quedando prácticamente paralizada en 1930 tras los abandonos provocados, sobre todo, por desviaciones trotsquistas. Se reactiva en España en 1932, también como edeya, se expande en 1933 junto con ampli y marenglen, sobrevive tras el fracasado golpe de estado de 1934 y mantiene su activismo hasta 1938, y de nuevo en París (“París-México-Nueva York”) languidece durante unos meses en 1939, terminada la guerra de España, hasta que comienza la nueva guerra mundial."

não localizei imagem de capa da athena, mas aí fica a da europa-américa:



agradeço a bruno gomide pela identificação de avdeenko e pelo título original do romance.

18 de jun de 2017

estudo comparado

franciele graebin dedicou sua dissertação de mestrado (unb, 2016) a uma análise comparada das quatro traduções brasileiras de mrs. dalloway: a de mario quintana, a de tomaz tadeu, a de claudio marcondes e a minha. disponível aqui.







agradeço a bento moura pela notícia sobre esse estudo.

ecos de portugal no brasil, II

"ecos de portugal no brasil" é uma série de breves crônicas que venho publicando na revista digital InComunidade,

saiu agora a segunda delas, sobre o caso de persuasão, de jane austen. a crônica está disponível aqui.

veja-se também o marcador "landmark" aqui.